Daniel Teixeira/Estadão
Guilherme Pereira Pinto, diretor de pessoas, finanças e estratégia na Ambev Tech. O hub oferece o programa Start Tech, que dá capacitação em tecnologia com contratação imediata. Daniel Teixeira/Estadão

Guilherme Pereira Pinto, diretor de pessoas, finanças e estratégia na Ambev Tech. O hub oferece o programa Start Tech, que dá capacitação em tecnologia com contratação imediata. Daniel Teixeira/Estadão

Empresas dão capacitação com chance de emprego para reduzir déficit em tecnologia

Companhias como Ambev e iFood atraem talentos com contratação imediata ou oferecendo vagas ao final do curso; startups incentivam qualificação para empregabilidade

Ludimila Honorato , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Guilherme Pereira Pinto, diretor de pessoas, finanças e estratégia na Ambev Tech. O hub oferece o programa Start Tech, que dá capacitação em tecnologia com contratação imediata. Daniel Teixeira/Estadão

O cenário atual do mercado de tecnologia é pouco favorável. A crescente transformação digital e criação de novas startups fez aumentar o número de vagas, mas há poucos profissionais capacitados para as demandas exigidas. De acordo com a pesquisa Tech Jobs Report 2021, realizada pela Gama Academy, escola de formação para o mercado digital, estão previstas mais de 20 mil vagas de trabalho no setor nos próximos três meses, envolvendo programação, vendas e marketing digital.

Em vez de competir nesse mar escasso, algumas empresas tomaram a dianteira e têm atraído talentos iniciantes ao oferecer treinamento aliado ao emprego. É assim que a Ambev Tech tem construído parte de seu time de profissionais para promover a transformação digital e cultural da Ambev. O hub de inovação e tecnologia lançou o programa Start Tech, que realiza a formação com contratação imediata.

"A gente sabe desse desafio e que o mercado de tecnologia, se for imediatista e quiser resolver problemas rapidamente, com pessoas prontas, é um jogo de soma zero. Porque você tira profissional de outra empresa, se beneficia momentaneamente, mas prejudica o ecossistema", diz Guilherme Pereira Pinto, diretor de pessoas, finanças e estratégia na Ambev Tech.

Capacitar a pessoa já integrada à cultura da empresa é atrativo, pois, segundo ele, permite uma relação emocional efetiva e permanência do funcionário no longo prazo. "Também é uma ferramenta para trazer mais diversidade ao time, a gente tinha essa vontade de levar a agenda D&I, ainda mais para mulheres e pessoas negras, para quem a tecnologia é mais hostil."

O diretor afirma que oferecer emprego desde o primeiro dia de capacitação torna o aprendizado mais fluido. “Pessoas mais felizes e engajadas, com a tranquilidade de estarem contratadas, aprendem melhor.” O programa visa adultos a partir dos 18 anos e dos mais diversos grupos de raça, gênero e idade, com ou sem experiência em tecnologia. Para ele, esse é um trabalho com visão de longo prazo para que, no futuro, a conta seja positiva.

Com metas ambiciosas de educação, o iFood anunciou no começo deste ano que quer impactar 10 milhões de brasileiros, dos quais 25 mil serão formados em tecnologia até 2025. Para isso, firmou parceria com quatro entidades que oferecem capacitação na área e, em paralelo, fazem a ponte com o emprego. Em um dos programas, a própria foodtech vai reter alguns talentos, mas acredita que somente um ecossistema voltado para empregabilidade é capaz de suprir a alta busca por profissionais.

"Só o iFood não vai ser capaz de absorver todo potencial de talento. Estamos olhando para um desafio de mercado como um todo, que forme para outras empresas também e que olhe para pessoas subrepresentadas nesse universo", diz Renata Citron, head de educação do iFood. As iniciativas também buscam levar diversidade ao mercado, uma vez que as entidades parceiras atuam com jovens de baixa renda, mulheres cis, trans e negras, por exemplo.

Renata afirma que é importante ter esse estímulo à capacitação e parceiros com bons índices de empregabilidade. O objetivo é expandir essa força-tarefa com mais empresas participantes. "A ideia é começar uma coalizão de empresas. Tem algumas que a gente tem falado quinzenalmente e espera que seja uma ação conjunta, um esforço maior do que só iFood. A gente começou a trabalhar ativamente nessa pauta e a ter reuniões com quem possa absorver essas pessoas que vão se formar."

Para Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a busca por profissionais qualificados se dá menos pelo nível hierárquico e mais pelo tipo de tecnologia que a pessoa conhece. Um levantamento da entidade mostra que as prioridades das empresas em termos de contratação são nas áreas de full stack, programação web e mobile, nuvem, big data e segurança da informação.

Com tantas iniciativas em prol da capacitação, o executivo pensa que talvez não seja viável absorver todas essas pessoas, mas precisa ser. "As empresas têm práticas de recrutamento que precisam ser modernizadas. Há dois requisitos em vagas de tecnologia que não têm mais sentido: exigir curso superior e inglês fluente. Enquanto elas não abrem mão disso, não vão achar talento", afirma.

Embora a educação passe pelo ensino formal, projetos paralelos têm cumprido o papel de capacitar e, melhor, com foco na empregabilidade. Quanto à exigência de idioma, Gallindo ressalta que o nível é diferente dependendo do que se faz, então é preciso alinhar a expectativa com a realidade.

Startups oferecem capacitação para o emprego

Ao ver que as mais de 20 mil empresas que atende precisavam de talentos mais qualificados, a startup de recrutamento Revelo decidiu ajudar a impulsionar a carreira de quem se cadastra na plataforma em busca de emprego. Em parceria com cerca de 40 escolas, a startup financia cursos em tecnologia por meio da Revelo Up e o aluno só paga depois que consegue um emprego.

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"Quando a gente diagnostica que tem gaps que esse profissional poderia fechar com curso e se tornar mais empregável, a gente recomenda um curso. Com uso de big data, machine learning, vê qual seria o melhor curso para ele", explica Lucas Mendes, cofundador da empresa. Os cursos oferecidos são de curta duração, de três a nove meses, e custam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil reais. 

Mendes comenta que existem poucos profissionais de nível sênior atualmente porque lá atrás havia poucos jovens interessados em áreas de tecnologia. Para resolver esse problema, é preciso atacar a base de hoje. "Precisa criar uma esteira de formação na qual a carreira de tecnologia vire uma em que o jovem queira trabalhar." E para suprir a demanda nacional, tendo em vista que funcionários experientes buscam atuar em empresas internacionais, a Revelo forma duas pessoas no Brasil para cada uma que aloca no exterior. "Não queremos que exista déficit de cérebros no Brasil", diz.

A parte mais difícil, segundo ele, é convencer as empresas de que vale a pena contratar um iniciante. "É uma mentalidade que precisa evoluir, mas a gente tem bastante esperança, principalmente em empresas mais inovadoras que sabem que boa parte do profissional se forma dentro do ambiente de trabalho", afirma.

No caso da startup Awari, os cursos em tecnologia são acompanhados de uma mentoria com especialistas do mercado para que o aluno tenha acesso mais rápido ao emprego. Por meio de entrevistas, a empresa identifica o perfil da pessoa, indica qual caminho de estudo é mais adequado e faz o "match" com o mentor que mais tem relação com o interesse dela.

"Ao longo de seis meses, além de aulas ao vivo, tem encontro com mentor, 30 minutos por semana, em que ele fala onde precisa se desenvolver, aponta caminhos, o aluno põe a mão na massa e trabalha com projeto real. Na segunda metade do uso, nosso time de carreira conversa com cada aluno, tem simulado de entrevista e prepara para os desafios que surgem a partir disso", explica Fábio Muniz, CEO da Awari.

Há poucos meses, a startup passou a trabalhar com um modelo no qual, no fim do curso, o time de desenvolvimento corporativo apresenta o aluno para vagas em empresas parceiras. Algumas oportunidades são mais exclusivas: em uma delas, a companhia busca a startup para qualificar um determinado número de pessoas e oferece a bolsa de estudos, com emprego garantido; na outra, organizações participam da apresentação de projetos dos alunos e têm acesso a esses candidatos.

"Ainda não temos um trabalho proativo. Temos esse papel mais de qualificar o aluno, não necessariamente vendê-lo, mas se tiver habilidades, ele tem sucesso para trilhar o caminho", afirma Muniz. Ele reforça a necessidade de um ecossistema para absorver o alto volume de profissionais com perfil mais junior. E quando o iniciante está empregado, o trabalho tem de continuar. "A empresa precisa ter ecossistema e trilha de desenvolvimento."

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Ponte com emprego: Iniciativas sociais buscam suprir alta demanda em tecnologia

Organizações sem fins lucrativos capacitam, promovem empregabilidade e aliam projetos a causas sociais; em universidades, grade curricular é construída junto a empresas do setor

Ludimila Honorato, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2021 | 14h00

Com a alta demanda por profissionais de tecnologia, diversas iniciativas têm oferecido capacitação na área, seja para o primeiro emprego ou uma transição de carreira. O movimento é positivo, mas faz surgir outro desafio: como incluir essa mão de obra iniciante se as empresas, na maioria, buscam talentos de nível sênior? Não basta só dar treinamento e lançá-los soltos no mercado de trabalho.

Parte da resposta a isso está na criação de um ecossistema em que haja conexão direta da pessoa com a vaga, principalmente no caso daqueles jovens em situação de vulnerabilidade social, sem uma rede de networking familiar que seus pares de famílias abastadas possuem: o pai é CEO em alguma empresa ou conhece alguém que conhece alguém. Em paralelo, há um esforço para conscientizar as companhias de que vale a pena investir no potencial de um funcionário mais júnior.

De acordo com um relatório da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o Brasil vai precisar de 70 mil profissionais com perfil tecnológico por ano até 2024. Porém, as universidades formam 46 mil pessoas anualmente e, se nada mudar, o País terá um déficit de 260 mil profissionais. A boa notícia é que mudanças já estão ocorrendo.

"Houve uma proliferação, de 2019 para cá, de plataformas, ONGs, startups, edtechs que passaram a oferecer um rol de capacitadores. Houve diversificação e aumento dessa oferta, tentando dar conta da demanda", observa Sergio Paulo Gallindo, presidente executivo da Brasscom. Essas iniciativas agilizam a esteira de capacitação, seleção e contratação, porque as formações são de curto prazo e focam nas atuais demandas do mercado.

Um exemplo é o Instituto Proa, que forma jovens de 17 a 22 anos de baixa renda vindos de escolas públicas. A organização atua em duas vertentes gratuitas: o projeto ProProfissão, que capacita em tecnologia, linguagem de programação e estimula o desenvolvimento de habilidades comportamentais, e a Plataforma Proa, que prepara o jovem em competências como autoconhecimento, raciocínio lógico, comunicação, carreira e projeto de vida. No final de cada uma delas, os jovens ficam disponíveis para mais de 70 empresas que são parceiras ou apoiadoras da ONG e querem contratar esses talentos.

Após a formação, os alunos são acompanhados por três anos a fim de iniciarem a carreira com mais suporte, uma vez que o networking ainda está em construção. "A gente entende que o jovem, por ser o primeiro emprego, pode sair desse trabalho. Ele volta para essa base e vamos apoiá-lo novamente para garantir essa empregabilidade", explica Alini Dal’Magro, CEO do Instituto Proa.

Ela reconhece que o cenário na tecnologia é crítico, mas, ao mesmo tempo, interessante. "As empresas estão entendendo que precisam fazer parte desse movimento, fazer adaptações. Muitas estão formando dentro delas e outras recebendo de fora. Tem questões de necessidade e elas percebem que o impacto pode ser nelas", afirma.

Para incentivar a inclusão dos iniciantes, o Proa faz a ponte dos jovens com as empresas antes mesmo de eles estarem aptos à contratação. "A gente faz visitas, eles participam de entrevistas e dinâmicas e trazemos voluntários que são diretores e gerentes para dar feedback. Numa empresa nova, falamos muito sobre nosso perfil de jovem, da gestão profissional e isso passa bastante credibilidade", diz.

Ponte com emprego se alia à causa social

As empresas têm olhado mais para questões sociais e de diversidade, uma demanda da pauta ESG (ambiental, social e de governança), e Alini considera isso positivo para a transformação da sociedade como um todo. "O limite que eu tinha para minha vida era muito diferente", comenta Matheus Nascimento, de 21 anos, sobre o futuro que enxergava antes de entrar no Proa.

Ele mora em um bairro periférico da zona leste de São Paulo e, quando estava no Ensino Médio, fez um curso técnico de serviços jurídicos que não lhe rendeu um emprego. Como os pais não podiam pagar a faculdade, o sonho da graduação ficou mais distante. Incentivado por uma amiga, ele se inscreveu em um programa do Proa que, na época, era para auxiliar administrativo.

Ao final dos cinco meses de curso, a turma apresentou um projeto a integrantes do banco JP Morgan, empresa parceira do instituto. O jovem foi abordado depois da apresentação e apresentado a oportunidades da empresa. Animado, Matheus fez o processo seletivo e em seis meses começou a estagiar na instituição financeira. "Por ser um projeto social, eles decidiram dar esse voto de confiança. Se não fosse o Proa, eu não conseguiria chegar perto daquele ponto", diz.

Ele define que a experiência transformou e acelerou as conquistas: o jovem conseguiu pagar um curso de inglês, passou a pesquisar ofertas de intercâmbio e teve contato com gente que fez mestrado internacional. "Isso me levou a outros caminhos que eram distantes da minha realidade", relata. Atualmente, ele trabalha no Bank of America, vaga conquistada também por intermédio da ONG, e faz curso de Direito.

Capacitação de mulheres

Na pesquisa Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil, o IBGE informa que, de acordo com o Censo da Educação Superior 2019, mulheres correspondiam a 13,3% das matrículas nos cursos presenciais de graduação na área de computação e TI, e 21,6% na área de engenharias. Em consequência, elas são minoria nesse mercado de trabalho. Para vencer as estatísticas, a Laboratória capacita mulheres diversas por meio de bootcamps de seis meses e as conectam com vagas de empresas.

"É um grande desafio, não dá para fazer sozinho, a gente precisa da parceria das empresas, e as empresas estão tendo um pouco mais de consciência de que se continuarem nessa meta de contratar profissionais com três, quatro anos de experiência, nem sempre vão encontrar. Elas têm de contratar pessoas mais juniores, talentosas, que tenham curva de aprendizagem", diz Regina Acher, cofundadora da Laboratória no Brasil e CMO global. Ela defende que é preciso ter transparência para que esse ecossistema de empregabilidade funcione. Às empresas, dizer qual o perfil que está sendo formado e entregue a elas; às profissionais, não prometer aquilo que não se pode fazer. "É ser coerente com aonde quer chegar."

Thalita Sousa, de 21 anos, passou pela formação da Laboratória num movimento de transição de carreira dentro da mesma empresa. Ela era analista de experiência na Loggi e, depois do bootcamp, tornou-se desenvolvedora na área de engenharia de software.

"Nunca tinha me imaginado trabalhando em tecnologia porque não é uma oportunidade apresentada a mulheres. Quando entrei em contato com ex-alunas da Laboratóra, olhei mais para a área e comecei a pensar que talvez fosse aquilo que queria para mim", conta. Hoje, ela também atua como auxiliar das novas alunas que participaram do bootcamp, uma vez que a Laboratória acredita que promover esse ciclo, que gera identificação e inspira, ajuda a encorajar e atrair mais mulheres para o mercado de tecnologia.

Com essa mesma motivação, o Instituto Alpha Lumen desenvolve projetos para descobrir e alavancar jovens talentos a fim de que eles se tornem multiplicadores em seu entorno. O foco são crianças e adolescentes de escolas públicas e as abordagens incluem robótica, programação, esporte e artes, por exemplo. É comum que, posteriormente, eles retornem como instrutores em alguma atividade.

Nessa formação de indivíduo, o caminho até o emprego é mais longo, explica Nuricel Villalonga, diretora-fundadora da entidade. “Há uma preparação para o tipo de universidade que faça sentido para o projeto de vida dele, tem preparação para os vestibulares nacionais e internacionais e a gente tenta sempre criar caminhos para que esse jovem tenha possibilidades e um currículo para ser percebido. Os que vão para universidade, a gente faz uma ponte para que consigam serviço, já conectando a empresa”, diz.

A atuação do Alpha Lumen mais direcionada à empregabilidade fica com a Alpha EdTech, um processo mais enxuto e específico para tecnologia destinado a pessoas a partir dos 18 anos de idade. Nesse projeto, o aluno recebe um auxílio mensal de R 1 mil e tem emprego garantido ao final do curso.

As empresas parceiras que financiam a iniciativa também atuam na formação, com oficinas e orientações. “A ideia é preparar rápido o jovem e já ir para o mercado de trabalho. Temos uma curva de aprendizado muito rápida”, afirma Nuricel. A iniciativa também conta com ex-alunos do instituto que agora são mentores.

Universidades atendem demandas do mercado

De olho no “apagão” da mão de obra em tecnologia, o grupo Ser Educacional, mantenedor de universidades no Norte e no Nordeste, lançou o programa Singular Tech School. A iniciativa visa acelerar a carreira de estudantes nas áreas de desenvolvimento, engenharia de software e robótica. A qualificação está de acordo com as tecnologias demandadas pelas empresas parceiras, como Google, Oracle, IBM e Avanade.

“Esse ‘apagão’ envolve dois fatores: temos poucas pessoas fazendo curso de tecnologia e essas pessoas não necessariamente estão sendo qualificadas com a demanda que o mercado de trabalho precisa. Começamos a conversar com diversas empresas para identificar a lacuna de ensino e aprendizagem e pré-requisitos para entrar nas multinacionais”, explica Hesdras Viana, que lidera a iniciativa.

Com essa aproximação, o grupo educacional leva aos estudantes conteúdos que fazem sentido aprender neste momento. As trilhas podem fazer parte da grade curricular tradicional da graduação ou ser disponibilizadas de maneira optativa em uma plataforma de cursos. “Tenho alunos do oitavo período que não tiveram oportunidade de ter um curso que está na grade do segundo período agora, então é uma forma de todos terem acesso”, diz Viana.

Das parcerias também surge a ponte com o emprego e há projetos com metas de contratação. “A primeira empresa com que fizemos academia de aceleração de carreira foi com a MV, que selecionou seis alunos para ser desenvolvedor júnior. Nessa mesma ótica, vamos fazer dois cursos com Accenture e queremos que até 30 de julho a empresa contrate 30 alunos, com expectativa de que suba para mil”, afirma o líder da Singular Tech.

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