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ESG é preocupação para 95% das empresas, aponta pesquisa

Dentre as letras da sigla ESG, governança é o ponto mais importante para organizações; 58% dizem que pandemia fez acreditar na importância da sustentabilidade, aponta Aberje

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2021 | 10h00

Um estudo feito pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) apontou que 95% das empresas brasileiras têm o tema de ESG (sigla em inglês para princípios ambiental, social e de governança) como prioridade em suas agendas corporativas. Os dados também mostram que a área tem sido tratada de forma mais estratégica pelas organizações e 67% delas possuem estrutura formal responsável pelo acompanhamento e gestão dessas questões. Dessas, 51% se reportam diretamente à presidência da empresa. 

A pandemia da covid-19 tem dado impulso à agenda de sustentabilidade dentro das empresas: 58% das organizações que responderam à pesquisa afirmaram que a pandemia as fez acreditar mais fortemente que se tornar sustentável é importante. Para 62% delas, o objetivo é causar impacto positivo tangível para a sociedade, enquanto 24% esperam atender as expectativas dos investidores. 

Dentro das iniciativas de ESG que as empresas já possuem estão ações de diversidade e inclusão (D&I) e sustentabilidade. 83% das empresas respondentes afirmaram ter programas de D&I, e os dois pilares mais trabalhados por elas são o de pessoas com deficiência - adotado por 75% das organizações - e identidade de gênero, por 71%. 

Já em relação às ações de sustentabilidade, 92% das organizações possuem programas de minimização e reciclagem de resíduos; 86% de uso e conservação da água, e 63% das empresas consultadas utilizam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para definir suas metas de desempenho corporativo. Dentre os fatores da sigla ESG, a governança é o ponto mais importante para as empresas, seguido pelo fator ambiental e, por fim, o social. 

Em relação aos obstáculos para implementar projetos de ESG, a limitação de fundos foi apontada como a principal dificuldade por 35% dos entrevistados. Para 28%, o problema está na falta de uniformidade de compreensão dos termos de sustentabilidade entre as partes interessadas e, para 27%, o principal obstáculo é a dificuldade em mensurar o desempenho e quantificar os benefícios de projetos. De acordo com a pesquisa, apenas 15% das empresas participantes mensuram ações relacionadas ao ESG.

A pesquisa "ESG e sua Comunicação nas Organizações do Brasil" foi respondida por 79 empresas, entre associadas e não associadas da Aberje, como Arcos Dorados, BRF e Intel. 90% das respondentes são organizações privadas, sendo 58% multinacionais. Entre os setores, a maior prevalência é de empresas de energia (11%), seguidas por veículos e peças, e transporte e logística, ambas com 8%. 

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