Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Mercado Livre custeia parte de cirurgia de redesignação de gênero para funcionários trans

Empresa passou a oferecer auxílio de até 70% do valor do procedimento a quem deseja fazê-lo; outros benefícios incluem seguro fiança para locação de imóveis e assessoria jurídica para alterar nome e gênero em documentos

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2022 | 15h57

As discussões sobre diversidade que avançam dentro das empresas têm gerado bons resultados em prol da inclusão. Fruto de uma demanda do grupo de afinidade LGBTQIA+ do Mercado Livre, a empresa passou a oferecer apoio financeiro a funcionários e funcionárias trans que desejam fazer a cirurgia de redesignação de gênero. O benefício se estende a todas as pessoas que trabalham na companhia na América Latina.

O custeio de até 70% do valor do procedimento, com limite de até US$ 5 mil, é parte de um conjunto de ações que a organização vem promovendo dentro de uma proposta de valor inclusiva. Outros benefícios incluem o pagamento do seguro-fiança para locação de imóvel como residência, assessoria jurídica na hora de alterar nome e gênero nos documentos pessoais e suporte psicológico.

"Reconhecemos o quanto alguns benefícios podem, de fato, promover o bem-estar das pessoas trans. Por isso, estamos ampliando nossos esforços, com benefícios tangíveis e voltados a questões importantes e que são fundamentais para os nossos colaboradores e colaboradoras", diz Patricia Monteiro de Araujo, diretora de Pessoas do Mercado Livre no Brasil.

O pagamento parcial da cirurgia é destinado a todas as pessoas trans com pelo menos um ano de empresa, independente da posição que ocupam. Faz parte da estratégia de inclusão da companhia conceder a esse público 15 dias de licença por ano para que possam realizar procedimentos médicos e disponibilizar banheiros neutros nas unidades da empresa.

Criado em 2020, o grupo de afinidade LGBTQIA+ do Mercado Livre é formado por 81 membros representantes de cinco países da América Latina: Argentina, Brasil, Colômbia, México e Uruguai. Lara Antunes, líder de projetos de software da organização no País, passou pela transição de gênero em 2021, enquanto trabalhava na empresa e fala da importância dessas ações provenientes da comunidade.

"Você se enxerga naquelas ações, naquelas pessoas que estão ali. Naturalmente, somos seres humanos e existem realidades diferentes, mas a gente consegue encontrar pontos em comum, ver que eles são importantes e pensar sobre o que a gente pode fazer com isso”, ela diz.

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