Mérito é principal motivo de promoção no trabalho, diz pesquisa

Liderança e bom relacionamento pessoal também são fundamentais para ganhar espaço dentro da empresa 

Bianca Pinto Lima, do Economia & Negócios,

16 de junho de 2010 | 15h07

Esforço, dedicação, liderança e bom relacionamento são alguns dos principais motivos que levam um profissional a ser promovido no trabalho. A conclusão é da empresa de recrutamento Robert Half, que realizou pesquisa com 382 gerentes, diretores, supervisores, analistas e coordenadores de empresas nacionais e multinacionais do Brasil. 

Dos executivos que foram promovidos nos últimos seis meses, mais da metade (61%) afirma que ter conquistado destaque no trabalho foi a causa primordial para subir na carreira. O fato de a empresa ter identificado características pessoais de gestão que poderiam ser desenvolvidas pelo executivo aparece em segundo lugar na lista, com 10% das respostas. Em seguida, vem expansão da empresa (9%), contraproposta (6%), troca de emprego (4%), MBA e pós-graduação (3%) e substituição de um superior (2%).

Perguntados sobre o que a empresa em que trabalham leva em consideração ao promover um funcionário, 30% dos gestores apontam a capacidade gerencial e 21% o perfil comportamental. Em terceiro lugar, com 15% das respostas, aparece a capacidade técnica. Tempo de casa (2%) e investimento do profissional em cursos e treinamentos (1%) estão nas últimas posições.

"Hoje o perfil pessoal é decisivo na hora de uma promoção. Não basta mais você somente saber fazer. É preciso desenvolver outras capacidades como liderança, trabalho em equipe e transmissão de conhecimento para se destacar", diz Fabio Saad, gerente da divisão de Mercado Financeiro da Robert Half.

Questionados sobre a frequência das promoções, a maioria dos gestores (57%) afirma que gostaria de promover mais frequentemente seus subordinados, mas não o fazem principalmente por limitação de orçamento.

O estudo mostra ainda que empresas multinacionais não proporcionam maiores oportunidades de crescimento aos executivos do que as nacionais. Isto porque ambas, dentro da amostragem da pesquisa, promoveram na mesma proporção nos últimos seis meses: 33% para cada.

 

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