Os desafios de empreender em espaços ocupados pelos homens
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Os desafios de empreender em espaços ocupados pelos homens

Mulheres buscam vencer as barreiras de gênero e empreender em setores predominantemente masculinos

Dell, Estadão Blue Studio
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14 de janeiro de 2022 | 07h30

Em 2014, Raquel Molina tomou aquela decisão que dá um frio na barriga de todo empreendedor: deixou um emprego estável em uma grande empresa para começar algo novo, sabendo que iria trabalhar muito mais e, inicialmente, ganhar bem menos – fora o risco de o negócio não dar certo.

Até aí, sua história se assemelha à de muitas mulheres empreendedoras. A diferença é que Raquel fundou a Futuriste, uma empresa de treinamentos, venda e assistência de drones. “No início, era engraçado ver a reação das pessoas quando eu dizia que tinha aberto um negócio assim”, conta Raquel.

Por ter feito carreira em tecnologia, ela já estava acostumada a trabalhar em um ambiente masculino. Mas isso não a poupou de um esforço extra ao empreender. “Para contornar as desconfianças, precisei me capacitar muito e provar que uma mulher é tão capaz quanto um homem de conhecer, inclusive tecnicamente, um drone”, diz.

A história de Raquel – que, inclusive, ganhou prêmios por seu conhecimento técnico – é um exemplo e tanto para que mais mulheres não temam se aventurar por terrenos em que os homens são considerados “mais aptos”. Ela e muitas outras empreendedoras superqualificadas mostram, cada vez mais, que essas crenças limitantes e mitos do patriarcado devem ser abandonados. “Essas crenças podem ser entendidas como ideias preconcebidas e julgamentos com uma carga emocional negativa. O primeiro passo para superá-las é identificar e entender cada uma. Em seguida, perceber que elas não são verdades: cada crença precisa ser contestada, reforçando evidências contrárias que mostrem que ela é apenas um elemento limitante”, explica Nora Mirazon Machado, mentora de carreira e de marca pessoal.

Medo? Não dos homens!

Mesmo empreendendo em uma área completamente diferente, o agronegócio, Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart, também enfrentou desafios semelhantes aos de Raquel.

Ela fundou a startup que oferece dados de monitoramento de lavouras antes dos 30 anos e, portanto, era vista com desconfiança pelos homens por ser mulher e por ser muito jovem. “Eu nunca tive medo, isso não me parava, mas nem sempre as pessoas me levavam a sério. No início, eu era bem recebida pelos produtores, mas eles me tratavam como uma filha e não compravam de mim”, conta Mariana, cuja empresa está presente hoje em nove países, atende 100 mil produtores e faz parte de um programa de aceleração do Banco Mundial.

O que ela faz questão de destacar, no entanto, é que na jornada empreendedora há tantos desafios que este acaba sendo apenas mais um – não o mais importante. “Situações complicadas pelo fato de ser mulher são várias, mas ser empreendedora, por si só, é muito difícil. São altos e baixos o tempo todo, é preciso resiliência e persistência”, lembra ela.

Ilana Bobrow, sócia-fundadora da plataforma de investimentos Vitreo, reforça o coro de que não há motivos para temer qualquer tipo de competição ou concorrência em relação aos homens. “Eu sempre gostei de ser desafiada. Eu gosto da ideia de me destacar por ser mulher, mas jamais ofuscando as outras”, diz.

Para Ilana, que tem uma trajetória com passagens pela Goldman Sachs e pela XP Investimentos, um mestrado e três filhos, as situações complicadas pelo fato de ser mulher no mercado financeiro foram muitas – a principal, diz ela, é ser vista e julgada de maneira diferente dos homens. Mas isso nunca a paralisou. “Para mulheres e mães, eu digo que a gente dá conta de empreender e precisa se unir para lutar contra preconceitos. E, primeiramente, precisamos acabar com qualquer ideia que nos limite dentro da nossa cabeça”, aconselha.

 

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