RH em transformação
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RH em transformação

Evento com especialistas e gestores de recursos humanos discute impactos dos avanços tecnológicos e socioeconômicos em empresas de diferentes perfis. Veja cobertura completa!

Flash Benefícios, Estadão Blue Studio
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29 de julho de 2021 | 07h30

Foi-se o tempo em que o setor de recursos humanos (RH, ou o antigo departamento pessoal) era responsável apenas por gerenciar as folhas de pagamento e contratar ou demitir funcionários. Com as mudanças digitais e as novas práticas de trabalho, questões sociais cada vez mais complexas chegaram nessas áreas, impactando diretamente empresas de todos os perfis.

Hoje, os RHs seguem tendência mundial de valorização dos espaços de trabalho e precisam cada vez mais adaptar-se às tecnologias para prover benefícios de acordo com as necessidades dos funcionários, além de selecionar candidatos com base em critérios de diversidade e promover a saúde mental e o bem-estar de suas equipes.

Os caminhos para resolver esses e outros desafios atuais das empresas foram os temas de destaque do evento online Diálogos Estadão Think especial RH que Transforma, realizado no dia 20 de julho pelo Estadão Blue Studio com patrocínio da Flash Benefícios.

A programação contou com três painéis de debate, apresentados pela mestre de cerimônias Carla Fiorito e mediados pela jornalista Michelle Trombelli. O evento ofereceu uma oportunidade para profissionais de RH e gestores se atualizarem sobre as principais novidades do setor e refletirem sobre práticas que podem fazer a diferença dentro das companhias.

No primeiro bloco, as participantes colocaram em perspectiva questões sociais e culturais que ainda impedem muitas empresas de oferecer ambientes de trabalho inclusivos e apontaram caminhos para reverter a situação. “Está cada vez mais claro que a diversidade gera ganhos para as organizações, e ter representantes da sociedade traz uma nova discussão para os produtos e processos dos negócios”, defendeu Alana Azevedo, diretora do departamento de Cultura e Pessoas da Flash Benefícios e uma das participantes do painel.

O segundo momento do evento trouxe uma reflexão sobre o futuro dos setor de RH e as estratégias necessárias para os gestores que desejam atrair talentos para suas empresas. Nesse sentido, Caio Infante, vice-presidente da agência Radancy na América Latina, destacou a importância de um plano estratégico focado no crescimento da empresa, mas sem deixar de lado o bem-estar dos colaboradores. “Os profissionais buscam hoje mais protagonismo e desejam fazer escolhas significativas para suas carreiras. É papel dos RHs traçar estratégias que acompanhem essas tendências.”

O último bloco foi dedicado ao debate sobre como a tecnologia e o pacote de benefícios correto podem melhorar a saúde mental e financeira dos colaboradores. Nesse sentido, uma das convidadas, a psicóloga Sofia Antunes, da consultoria Vitta, destacou a importância de ações conjuntas que possam levar toda a empresa a caminhar na mesma direção. “A palavra de ordem hoje é prevenção, mas o RH não pode dar conta de tudo sozinho. É interessante unir-se a outras iniciativas para buscar soluções que façam sentido de acordo com a realidade de cada equipe”, defendeu. Os detalhes de cada um dos painéis você confere nesta e na próxima página.

Ações afirmativas ganham mais espaço nas empresas

Por muito tempo distante do ambiente de trabalho, a diversidade e a inclusão têm se tornado cada vez mais decisivas nas estratégias das empresas, impactando diretamente nos resultados. É o que apontaram as convidadas do primeiro painel do evento RH que Transforma.

Segundo uma das debatedoras, Alana Azevedo, diretora do departamento de Cultura e Pessoas da Flash Benefícios, embora sejam recentes, pesquisas mostram que promover práticas inclusivas é benéfico para as organizações. “Historicamente, as empresas nunca foram o lugar de inclusão, mas sim de exclusão. É um ganho ter esse debate hoje. As organizações estão vendo a importância de trabalhar essa cadeia de diversidade que representa a sociedade”, destacou em sua fala.

Para ela e as demais participantes do painel, conscientizar os colaboradores e oferecer práticas mais inclusivas são ações que devem fazer parte da rotina dos setores de RH, principalmente das empresas que buscam formar suas equipes com os melhores talentos no mercado.

Nessa perspectiva, Rafaela Frankenthal, cofundadora da startup SafeSpace, disse que a promoção da diversidade impacta também na visibilidade de mercado. “Uma empresa que é mais diversa e mais inclusiva terá mais facilidade para atrair e reter os melhores talentos, pois um grupo maior de pessoas irá se identificar e querer pertencer àquele ambiente.”

Mestre em estudos de gênero, sociedade e representação pela Universidade College de Londres (Inglaterra), ela também destacou que a exclusão histórica que vivemos no Brasil traz vieses conscientes e inconscientes que ainda impedem a ampliação da representatividade de todos os grupos sociais dentro do ambiente corporativo. “Precisamos falar não apenas de diversidade e inclusão, mas também de equidade. É entender que nem todos tiveram as mesmas oportunidades e levar isso em consideração na hora de criar estratégias de recrutamento e retenção.”

Bruna Castro Lacerda, diretora de Diversidade, Inclusão e Experiência do Funcionário na startup de tecnologia Zup, também esteve presente no evento e defendeu que a diversidade precisa deixar o campo dos discursos para entrar nas ações efetivas. “É preciso ter em mente que essa é uma pauta de longo prazo e uma discussão que envolve todas as pessoas dentro das organizações”, completou.

 

Recursos humanos com visão estratégica

Lições da pandemia e impactos da tecnologia nos modelos de trabalho marcam debate sobre o futuro do setor de RH

Com tantas mudanças no perfil da sociedade e nos modelos de trabalho, será que os departamentos de recursos humanos (RH) estão sabendo lidar com as transformações e as novas relações? E será que a forma de gerenciar os funcionários e seus interesses vai mudar ainda mais nos próximos anos?

Responder a essas e outras perguntas sobre o futuro das empresas foi o objetivo do segundo painel do evento online Diálogos Estadão Think especial RH que Transforma, realizado no dia 20 de julho pelo Estadão Blue Studio com patrocínio da Flash Benefícios.

Com a participação de Alexandre Sande, CEO da plataforma de recrutamento WallJobs, e de Caio Infante, vice-presidente da agência Radancy na América Latina, o debate discorreu sobre o que ainda deve mudar nos próximos anos quando se fala em recrutar talentos, estimular os funcionários e cuidar das necessidades de quem faz o dia a dia das empresas.

“Durante muito tempo as carreiras eram lineares e estáveis. Com a aceleração na parte de tecnologia e inovação, isso vem mudando. Aquele processo unilateral, no qual a empresa cuidava do desenvolvimento do funcionário, já não é mais o mesmo”, destacou Sande. Para ele, os profissionais de hoje desejam ter o protagonismo de suas carreiras, especialmente os mais jovens, o que exige das empresas um plano estratégico que assimile essas novas formas de trabalhar.

Os participantes do painel falaram ainda sobre o papel das tecnologias digitais e as mudanças que elas impuseram para empresas de todos os setores. “A tecnologia é uma aliada do RH, não uma ameaça, mas no começo isso assustou algumas companhias. Hoje sabemos que devemos ser mais conectados para tomar decisões mais assertivas nos negócios”, defendeu Infante.

Aprendizados da pandemia

Em sua fala, ele destacou ainda aceleração nas mudanças de formatos de trabalho e o papel central do setor de RH em equilibrar as necessidades da companhia e o bem-estar dos funcionários, especialmente aqueles que optaram por modelos de trabalho remoto. “O grande segredo é encontrar o ponto de equilíbrio e saber que as empresas vão precisar ser mais flexíveis”, ponderou.

Dentro dessa lógica, Sande destacou a necessidade de uma atuação mais estratégica de gestores de RH para impulsionar as empresas rumo ao futuro e afirmou que a pandemia acabou acelerando ainda mais esses processos. “O confinamento social impôs desafios enormes, mas por outro lado foi uma oportunidade de repensar, rever preconceitos e limitações, além de abrir a mente.”

Dentre as lições aprendidas nesse período, os convidados falaram sobre a busca por melhor comunicação e mais transparência entre gestores e colaboradores, mais flexibilidade diante da diversidade das equipes e abertura para trabalhar com profissionais nas mais diferentes localidades.

Ao final, Infante abordou a importância de pensar além das iniciativas pontuais, traçando metas de longo prazo para que as corporações não recaiam em modismos. “Muitas empresas focam em ações de marketing pontuais e esquecem da jornada completa do profissional, que deve ser o parâmetro para a tomada de decisões”, concluiu. “Os gestores precisam escutar mais seus funcionários”, defende psicóloga

O desgaste emocional acarretado por mais de um ano e meio de pandemia fez surgir dentro das organizações uma preocupação cada vez mais urgente em relação à saúde mental dos funcionários, levando equipes de RH a se reorganizar para olhar mais de perto essa questão.

Dentro dessas novas perspectivas, os convidados do terceiro e último painel do evento RH que Transforma destacaram o surgimento de ações não apenas voltadas ao atendimento psicológico, mas também iniciativas de prevenção, que envolvem desde ações e treinamentos internos até programas de educação financeira e novas modalidades de benefícios corporativos.

“Enquanto os RHs acreditavam que bastava pagar em dia e oferecer um bom pacote de benefícios, eles se viram diante da necessidade de se aprimorar para responder à nova rotina e hábitos de seus colaboradores”, apontou Helena Marques, coordenadora de Sucesso do Cliente na Flash Benefícios e uma das participantes do encontro.

Saúde da mente e do bolso

De acordo com a psicóloga Sofia Antunes, da consultoria Vitta, até 2019 a saúde mental dentro das empresas era vista como prioridade por apenas 12% das lideranças. “Hoje vemos a necessidade de uma estratégia ampla pautada nessa temática”, ponderou durante o painel. O primeiro passo nessa direção, destacou, é ouvir atentamente os colaboradores: “Os gestores precisam escutar mais seus funcionários para saber quais benefícios fazem sentido na realidade sociodemográfica de cada um.”

Nesse sentido, a psicóloga pontuou ainda que, em momentos de crise econômica e social como vislumbrado na pandemia, há grande probabilidade de piora em questões de saúde geral, além de comprometimento cognitivo e emocional. “As principais consequências disso se refletem no mau humor, no isolamento social e até na baixa produtividade. Isso pode ser mensurado por indicadores dentro do RH e analisado nas estratégias de cada empresa.”

Durante a conversa, Flaubi Farias, head de Marketing da startup de soluções financeiras Xerpay, destacou que, mesmo antes da pandemia, pesquisas já mostravam o impacto de problemas financeiros na estabilidade e qualidade do trabalho entre profissionais contratados. “Dados recentes apontam que cerca de 35% dos profissionais contratados se distraem no trabalho por preocupações com aspectos financeiros. Entre os endividados, isso é pior: 49% chegam a gastar até três horas do período produtivo lidando com as finanças pessoais.”

Diante dessa realidade, ele defende que o papel do RH é oferecer ações educativas e opções mais inovadoras para incentivar seus colaboradores a se organizarem melhor, tanto na saúde mental quanto na vida orçamentária. “As empresas indicadas como as melhores para se trabalhar e aquelas que estão na vanguarda já entendem a necessidade de promover treinamentos em educação financeira, oferecer uma gestão com mais empatia para os colaboradores e mecanismos de longo prazo visando seu bem-estar”, concluiu.

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