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Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Segmentação de negócios pela internet segue tendência de expansão

Afinidade e emoção são atributos necessários para que empreendimentos baseados em redes sociais de nicho alcancem o sucesso

O Estado de S. Paulo,

26 de setembro de 2011 | 16h40

As redes sociais já fazem parte do dia a dia dos brasileiros, mas alguns internautas conseguiram enxergar nas redes de nicho, ou segmentadas, uma forma de ganhar dinheiro. É o caso do arquiteto Marcelo Brígido, de 44 anos, CEO da KMA2 Arquitetura e Serviços Sociais. Brígido mantém no ar desde 2009 um site voltado à construção residencial, que fornece ao interessado, além de conteúdo, estimativa de custo da obra. Agora, ele se prepara para segunda fase de projeto, que é permitir que os fornecedores conversem com os clientes, compartilhando informações de interesse comum.

E é justamente isso que caracteriza as redes sociais de nicho. Segundo o professor de pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Conrado Adolpho, são dois tipos de redes sociais. "O Facebook, por exemplo, reúne pessoas que já se conhecem e as segmentadas unem as pessoas por afinidades, que gostam da mesma coisa", explica.

Mas antes de se empolgar com ideia de criar uma rede social é preciso seguir alguns conselhos. "Procure um segmento que desperte a emoção das pessoas", ensina Adolpho. Também é importante observar se já não existe uma rede líder no mercado. Outro aspecto muito importante, segundo ele, é descobrir se essas pessoas que serão foco do negócio estão acessíveis na internet. "As redes devem trazer as pessoas do mundo offline para o online", afirma.

Para o consultor de marketing e vendas do Sebrae Marcelo Sinelli há uma tendência de expansão das redes sociais de nicho. "Porém, não é toda que faz sucesso", alerta. Ele ressalta que para se transformar em negócio, a rede precisa ter um número razoável de usuários, pelo menos cinco mil. "Para dar certo é preciso apostar naquilo que você gosta", diz Sinelli. Outro cuidado importante, segundo Sinelli, é o diálogo. "Deve-se deixar o usuário falar e prestar atenção àquilo que as pessoas dizem."

Os especialistas ressaltam que em qualquer situação é preciso muito planejamento e trabalho e que riscos sempre existem.

Bons exemplos - As redes Guidu e byMK são exemplos de negócios que deram certo. Idealizado há um ano e nove meses, o Guidu, um guia de entretenimento, tem hoje entre 40 mil e 50 mil visitantes ao mês. "O Guidu entrou no ar no fim do ano passado. Começamos testando, acreditando no projeto", conta Marcus Andrade que, junto com Paulo Veras, fundou a rede. Hoje, o portal está presente em São Paulo,Curitiba, Uberlândia, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. "Até o fim do ano queremos chegar a mais cinco cidades: Capinas, Salvador, Recife, Florianópolis e Porte Alegre", conta Andrade. Ele lembra que no início eram apenas os sócios e uma empresa que prestava serviços. Agora, o Guidu já tem sete funcionários.

O desejo de abrir uma loja física de roupas para suas mulheres levou Flávio Pripas e Renato Steinberg à criação do byMK . "Quando fomos fazer pesquisa para saber o custo que teríamos com uma loja, percebemos que precisaríamos de um investimento muito grande e decidimos fazer algo na internet, já que trabalhávamos com tecnologia", conta Pripas. O negócio deu tão certo que atualmente quase 1 milhão de pessoas visita a rede todos os meses.

E para quem quer apostar na web Pripas dá um conselho. "É preciso trabalhar muito e inovar. Não adianta fazer mais do mesmo. É preciso muita dedicação e gostar do que se faz."

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