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Serviços online inspiram negócios

E-service atrai jovens empreendedores. Valor do investimento tem grande variação

Cris Olivette, de O Estado de S. Paulo,

20 de setembro de 2011 | 14h06

Jovens empreendedores estão descobrindo no setor de prestação de serviços pela internet, o e-service, um nicho para bons negócios. Com criatividade e, em alguns casos, investimentos modestos, criam sites que oferecem os mais variados serviços e facilitam a vida de muita gente.

Fernando Canuto, de 35 anos, é um deles. Após analisar o que a internet já oferecia, identificou o que ainda não tinha sido consolidado. Concluiu que seu alvo seria o setor de serviços, que ainda engatinha. "Eu identifiquei que prazo e confiança são as principais dificuldades para que o e-service exista realmente."

Decidiu suprir essa demanda e há três semanas lançou o portal Bougue, que encontra prestadores de serviços na região de interesse do internauta e ainda oferece orçamentos. Canuto afirma que, "se na compra de produtos pela internet a variação de preço é pequena, na contratação de serviços os valores podem ter diferenças de até 200%". Por isso, a importância das cotações.

O ganho da Bougue vem do fornecedor: o site cobra do prestador de serviço de R$ 0,75 a R$ 3 por indicação fornecida. Apesar do pouco tempo em funcionamento, o site já tem cerca de 200 fornecedores cadastrados e teve mil consultas. O cliente não paga nada, precisa apenas se cadastrar. Mas o portal conta com a participação do cliente para avaliar o trabalho do fornecedor em questões como prazo, qualidade, e confiabilidade.

Graduados em sistema da informação, Renato Fonseca e Fabrício Fujikawa gastaram R$ 200 para desenvolver o site Orçamentoonline, lançado em junho. "Nós já tínhamos a infraestrutura necessária e não tivemos custos no desenvolvimento da ferramenta, feita por nós mesmos."

O serviço oferece orçamentos para vários segmentos em todo o Brasil. "Além de ajudarmos na captura de cotações na internet, também temos o site Você Conhece?, que é uma vitrine para nossos clientes premium."

O designer Leonardo Almeida, de 30 anos, criou o Guia CMYK há um ano, voltado à cotação de serviços gráficos. Para implementá-lo, vendeu seu carro e, com a verba, contratou um profissional para desenvolver o programa e o banco de dados. Almeida estima ter investido R$ 50 mil. "Preferi começar com recursos próprios, de forma pequena e ir ganhando escala."

O Guia CMYK é gerido por um software que funciona de forma autônoma. O programa gerencia o trabalho online, organiza a cotação, aprova o orçamento e encaminha o arquivo para impressão. "Com o sistema CRM que implantei há pouco, o site faz o controle de prazos e administra o relacionamento com o cliente." Nos primeiros seis meses, o serviço gerou um volume de propostas de R$ 1 milhão e conta com 1.500 gráficas cadastradas.

Com investimento inferior a R$ 5 mil, Pedro Sorrentino, de 23 anos, e três amigos lançaram o Resolva-me. "Queremos resolver o problema de quem busca um prestador de serviços para consertos em residências." Lançado em maio, o site já atendeu cerca de duas mil pessoas e tem 300 profissionais cadastrados em 100 categorias diferentes. Até o fim do ano os sócios esperam cadastrar de 5 a 10 mil profissionais e 30 mil usuários.

No Rio de Janeiro, o site Achalá foi criado para ajudar quem quer contratar empregados domésticos. Instalado na região da Rocinha o serviço, lançado no fim de 2010, está sendo aprimorado pelos sócios, Luisa Ribeiro, Joana Picq e Bruno Ajuz, que já investiram cerca de R$ 30 mil.

"Vamos promover campanhas para cadastrar a mão de obra disponível nas comunidades. Após o cadastramento, a comunicação será feita via SMS ou ligação telefônica." Os ganhos virão da checagem de referência, anúncios e taxa das ligações.

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