Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons

Para presidente da Bolsa, reforma da Previdência tem 50% de chance de passar

Em encontro com jornalistas nesta quinta-feira, Gilson Finkelsztain afirmou que as ações listadas na B3 não precificaram totalmente a aprovação das mudanças nas regras das aposentadorias

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2017 | 17h15

Ainda há chances de que a reforma da Previdência seja aprovada no Congresso neste ano e sua aprovação não está totalmente precificada no mercado, disse nesta quinta-feira, 7, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, em encontro com jornalistas. 

“O consenso é de que não está precificado, deve estar cerca de 50%”, destaca o executivo.

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Finkelsztain frisou a importância da realização das reformas no Brasil para que o déficit fiscal seja controlado, já que a trajetória vista hoje é insustentável. 

Segundo o executivo, o próximo governo terá que enfrentar essas questão para que a retomada do crescimento econômico do País.

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O executivo citou ainda que o ano de 2017 foi de grande desafios, mas que a equipe econômica fez um bom trabalho e destacou o Banco Central, que promoveu a queda da inflação e levou a taxa básica de juros, a Selic, ao menor nível da história brasileira.

Estrangeiros. O presidente da B3 destaca que o interesse dos investidores estrangeiros segue alto no Brasil, diante de um cenário em que a percepção é de crescimento do País, após três anos de recessão e queda de juros.

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Ele lembra que na próxima semana serão precificadas três ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) - BR Distribuidora, Burger King Brasil e Neoenergia - e um follow on, da Sanepar. 

“As ofertas precificadas na mesma semana podem competir pela agenda de analistas, mas o interesse segue alto no País”, disse.

No radar. Segundo Finkelsztain, a moeda digital está no radar da B3. Em relação ao bitcoin, criptomoeda que acaba de atingir nova cotação recorde a US$ 15 mil, o executivo disse ter mais dúvidas do que certezas.

No entanto, a Bolsa está olhando esse mercado, visto que já existe demanda, afirma. 

O executivo disse que não sabe se será desenvolvido, por exemplo, o mercado futuro de bitcoin, mas que ele está claramente se tornando um ativo. Alguns intermediários, afirmou, estão chegando à B3 com essa demanda.

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