Nacho Doce/Reuters
Nacho Doce/Reuters

Justiça suspende decisão que afastou presidente da Oi

Liminar obtida pela empresa de telefonia Oi sustou deliberações da assembleia extraordinária realizada na última quarta-feira, no Rio

O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2018 | 17h11

A Oi conseguiu liminar da 7ª Vara da Justiça do Rio que susta as deliberações da última assembleia de investidores, que nesta quarta-feira, 7, destituiu o presidente da operadora, Eurico Telles.

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Convocada pela sócia Bratel, ex-Portugal Telecom, a assembleia geral extraordinária escolheu substitutos para a diretoria da operadora de telefonia. A decisão da Justiça nesta quinta-feira pede suspende todas as decisões dos invesditores. 

"As deliberações ali realizadas são gravosas, pois substituem os principais diretores das recuperandas por indivíduos nomeados por acionistas minoritários, afetando a credibilidade do Grupo Oi no mercado e dificultando o prosseguimento de negócios em curso", explica em sua decisão o Juiz interino da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, Ricardo Lafayette Campos.

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Ainda segundo a liminar, a assembleia realizada por acionistas minoritários afrontou a decisão judicial que homologou o plano de recuperação, o que causa instabilidade na gestão e descumprimento ao poder judiciário. 

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O juiz ressalta que o objetivo da recuperação judicial homologada pela Justiça é a recuperação da empresa e certamente não agradou a todos os credores e a todos os acionistas. "Nada pior para uma atividade econômica relevante do que a falta de confiança do mercado econômico e financeiro, em decorrência de instabilidade de sua governança", afirma o juiz. 

 

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