Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Procon já conta mais de 100 reclamações sobre a Black Friday 2017

Maquiagem de descontos, produtos não disponíveis e mudanças de preço logo após a finalização da compra foram algumas das queixas

Ricardo Rossetto, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2017 | 09h33

SÃO PAULO - A Black Friday chegou e, com ela, as diversas críticas de consumidores. A Fundação Procon São Paulo recebeu, até o início da manhã desta sexta-feira, 24, pelo menos 109 reclamações. Os dados serão atualizados em um boletim às 11h. 

As principais queixas eram sobre maquiagem de descontos, produtos ofertados não disponíveis, mudanças de preços logo após a finalização da compra, pedidos cancelados após o fim da venda e páginas bloqueadas devido ao alto congestionamento nos sites. Segundo o Procon, em 2013 foram realizados 641 atendimentos pelo órgão. Em 2016, a quantidade subiu para 2.040. 

+++ Veja as empresas campeãs de reclamações na Black Friday em 2016

+++ Na Black Friday do Paraguai, smartphone top de linha sai por R$ 330​

Especialistas alertam que com a dificuldade enfrentada pelas vendas em meses anteriores, há promoções que começaram já no mês passado, o que torna mais frágeis as referências de preço dos produtos e abre mais espaço para maquiagem.

+++ Confira 8 ferramentas para não cair na 'Black Fraude'

O Procon-SP divulgou recentemente uma "lista suja" com as lojas que devem ser evitadas pelo consumidor. No total, são 518 estabelecimentos. Há reclamações diversas que ficam como alerta aos consumidores: desde fretes muito caros até atraso nas entregas, além de produtos danificados ou que divergem do anunciado. Segundo o Procon-SP, a partir do levantamento, a instituição procura evitar que a população seja lesada e o tão sonhado desconto acabe se transformando em pesadelo. 

+++ Procon prevê aumento de queixas na Black Friday

Críticas. As amigas Angélica Silva, Lúcia Bessa e Débora Acras se reuniram em busca de promoções "incríveis" da Black Friday. No Extra da Ricardo Jafet, no entanto, se depararam com os mesmos preços de sempre em vários produtos.

"Não está  valendo tanto à pena", respondem em uníssono. "Principalmente as coisas de consumo diário, como alguns alimentos e o papel higiênico de 32 rolos, estão com preço acima da média", reclama Débora Acras. 

+++ Marketing vira trunfo para a Black Friday

As amigas dizem que vão procurar em vários mercados pra tentar achar as melhores ofertas. "Eu costumo economizar um pouco antes das Black Fridays para poder gastar mais nessa data. Ano passado gastei uns R$ 700, e várias coisas - como sabão em pó, por exemplo, duraram até agora. Mas a estratégia das empresas nessa data é sempre igual: alguns produtos têm descontos enormes, mas vários outros sobem de preço. Aí eles não deixam de ganhar", aponta a dona de casa, Lúcia Bessa.

O servidor público aposentado Celso Melo, de 61 anos, não achou nenhum preço interessante, principalmente das televisões. "Se a ideia era vender algo, não serei eu que vou comprar", afirmou. (Colaborou Paulo Beraldo)

Mais conteúdo sobre:
Black Friday

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.