Começando o nosso check-up.

Começando o nosso check-up.

Claudia Miranda Gonçalves

19 de março de 2019 | 10h03

Começando o nosso check-up.

Para quem já é leitor deste blog, este é o segundo texto (de uma série de 4) que ensina o passo a passo de um check-up inteligente, rápido e eficiente para que você possa alinhar a sua equipe e/ou a sua empresa no caminho da inovação e do sucesso. A ideia é ser o mais claro possível para que você possa aplicar os exames por você mesmo, sem precisar de ajuda externa.

Se você está chegando agora, bem-vindo, você vai conseguir nos acompanhar mesmo sem ter lido o texto anterior, mas se quiser ler o texto de introdução, clique aqui:  ttps://economia.estadao.com.br/blogs/lentes-de-decisao/check-up-corporativo/ e depois volte correndo para cá.

Como já falamos antes, queremos ser objetivos e práticos. Então, vamos começar logo com o primeiro exame clínico que vai fazer parte do nosso prontuário:

 

Exame número 1: Fluxo de O2

 

Para que tudo funcione bem no nosso corpo, é importante que haja oxigênio circulando livremente e em quantidade suficiente para transportar hormônios e nutrientes para todos os nossos órgãos. Além disso, é legal lembrar que é este mesmo fluxo que promove a eliminação dos resíduos tóxicos, elementos perigosos e nocivos ao nosso sistema vital. Aí eu pergunto: E na nossa vida profissional? Isto, também, acontece? Claro que sim, você já deve ter me respondido. Sabemos que nossos projetos só conseguem seguir em frente se todos os elementos do sistema estiverem conectados, como uma rede que precisa ser ágil e fluida. Bom, se é assim, qual é a solução para que haja mais oxigênio circulando por aí? Eu respondo, perguntando de novo: imagine que o oxigênio seja a informação (o conhecimento), como ele pode ser responsável para o sucesso das nossas ações mais cotidianas? Como a falta dele pode emperrar processos? Como ele pode gerar energia? E, principalmente, o que você pode fazer para que haja mais informação circulando e para que a conexão realmente aconteça? Simples: faça o exame do Fluxo de O2 e conecte o que está desconectado!

Isso mesmo, vou repetir:

CONECTE O QUE ESTÁ DESCONECTADO. Assim, a pergunta que você deve fazer para realizar esse exame é:

Onde a informação não está chegando e por que este conhecimento não está sendo compartilhado?

Em outras palavras, o que está desconectado e precisa urgentemente ser reconectado? A resposta para esta pergunta vai ajudar a informação fluir e vai aumentar o nível de compartilhamento de conhecimento, alimentando a rede e expelindo os elementos tóxicos que dificultam a transformação que buscamos.

Entendido? Então, vamos passar ao segundo exame clínico proposto neste tratamento pró-transformação.

 

Exame número 2: Fator anticoágulo.

Interrupções, imprevistos, obstruções precisam ser evitados. A paralisia do sistema é uma das piores doenças que você pode enfrentar na condução de um projeto ou de uma empresa. Assim, previna-se para que um bloqueio no fluxo de sangue não acabe gerando uma trombose no sistema. Planeje para manter as pessoas alinhadas, mas lembre-se que como o nosso corpo, o sistema é orgânico e imprevistos vão acontecer; sempre. Fuja da síndrome de paralisia, prevenindo-se com este exame periódico. Quando as condições mudarem, se for necessário, abandone o planejamento e mude de planos. E desde o começo de qualquer projeto importante, alerte quem trabalha com você para o fato de que:

OS SISTEMAS SÃO IMPREVISÍVEIS. Então, para realizar o exame anticoágulo periodicamente, pergunte:

O que é preciso mudar já e qual é a menor ação que posso fazer para criar a maior mudança?

Sim, temos múltiplos agentes e subsistemas interagindo na nossa empresa e eles são imprevisíveis e não lineares. Todas as pessoas deste sistema precisam estar alertas para esta “ameaça de imprevisibilidade” para que elas estejam engajadas e envolvidas, fazendo parte do sistema e das suas soluções. Se você não souber reagir, quando o imprevisto acontecer, sua equipe sofrerá com a síndrome da paralisia. Previna-se!

E para terminar, por hoje, o terceiro exame:

 

Exame número 3: Batimentos Cardíacos

 

Nem é preciso comentar a importância do coração para a nossa saúde, sendo assim, vou direto ao assunto primordial para este exame clínico:

 CRIE CONDIÇÕES PARA O ENGAJAMENTO DE QUALIDADE. Para isso, pergunte-se:

Quais são os nossos valores que sustentam esse engajamento e como posso influenciar o sistema acessando estes valores?

O que isto significa?

Significa que precisamos de corações saudáveis, batendo no mesmo ritmo, capazes de estabelecerem conexões de qualidade, que pulsam interações potenciais para que o sistema funcione efetivamente. Sim, isso mesmo, nosso sistema precisa ser como o coração, um órgão que pulsa o entusiasmo de viver, os valores, a cultura, o propósito. É ou não é isso que esperamos das nossas equipes? Se sim, examine e crie condições para que todos possam realmente se engajar no sistema.

Amou este texto? Aguarde pelo próximo, traremos mais 3 exames do nosso check-up. Espero por você.

 

Um resumo eficiente:

 

Exame número 1: Fluxo de O2

 CONECTE O QUE ESTÁ DESCONECTADO

Pergunte:

Onde a informação não está chegando e por que este conhecimento não está sendo compartilhado?

 

Exame número 2: Fator anticoágulo.

 OS SISTEMAS SÃO IMPREVISÍVEIS.

Pergunte:

O que é preciso mudar já e qual é a menor ação que posso fazer para criar a maior mudança?

 

Exame número 3: Batimentos Cardíacos

CRIE CONDIÇÕES PARA O ENGAJAMENTO DE QUALIDADE.

Pergunte:

Quais são os nossos valores que sustentam esse engajamento e como posso influenciar o sistema acessando estes valores?