Acordo sobre áreas do pré-sal traz economia de US$ 18 bilhões, diz Petrobrás

Segundo a companhia, economia de custos vai até 2021; Petrobrás prevê que seriam necessários US$ 26 bilhões para adquirir áreas, descobrir e delimitar potencial do óleo excedente de cessão onerosa

Reuters e O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 18h07

A Petrobrás prevê que seriam necessários investimentos de cerca de US$ 26 bilhões para adquirir áreas, descobrir e delimitar potencial do óleo excedente de cessão onerosa, que será contratado diretamente pela estatal, informou a empresa nesta sexta-feira.

A companhia disse ainda que a economia de custos com descoberta é estimada em US$ 18 bilhões de dólares, entre 2015 e 2021, segundo apresentação encaminhada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A apresentação foi utilizada nesta tarde pela presidente da Petrobrás, Maria das Graças Foster, em reunião com analistas na sede da estatal no Rio.

Apesar da estimativa otimista da empresa, a Bolsa não recebeu bem o acordo entre a Petrobrás e governo para explorar quatro campos do pré-sal. Hoje as ações da estatal também recuaram
Por ele, ficou decidido que o Palácio do Planalto eliminaria a licitação de quatro campos do pré-sal para concedê-los diretamente à Petrobrás. Com a operação, a estatal terá de desembolsar R$ 15 bilhões em bônus e antecipações. Neste ano, a medida colocará R$ 2 bilhões no caixa do governo.
Barris de óleo. A Petrobrás informou que a contratação direta para 100% dos excedentes da cessão onerosa vai gerar volumes potenciais recuperáveis de 9,8 a 15,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), com a possibilidade de elevar a produção no Brasil entre 2020 e 2030 para até 4,2 milhões de barris por dia. Em fevereiro, a estatal havia informado que a previsão era chegar a 3,7 milhões de bpd, em média, entre 2020 e 2030.
"A produção simultânea da Cessão Onerosa e dos Excedentes da Cessão Onerosa (ECO) possibilitará otimizar os recursos de produção e de infraestrutura, assim como antecipar a produção do volume dos excedentes", acrescentou a estatal. No documento, a empresa destaca que não é contemplada a emissão de novas ações da empresa em seu plano de negócios.
Segundo a empresa, a exploração dos excedentes não traz impacto material para os indicadores de endividamento e nos resultados. De acordo com a companhia, também não há impacto material na alavancagem. Em 2014, por exemplo, a alavancagem passará de 44,6% para 44,7%; em 2015, passará de 42% para 42,3%; em 2016, sairia de 37% para 37,3%. A partir de 2017, a diferença é um pouco mais significativa, passando de 33,3% para 34,2% naquele ano; e de 29,3% para 31,1% em 2018.
A empresa destacou ainda que as áreas tem "excelente potencial", além de baixo risco por serem conhecidas e comprovadas. "A contratação da ECO está alinhada com o Plano Estratégico 2030, aprovado pelo conselho de administração em 25 de fevereiro de 2014."  
(Com Natalia Gómez e André Magnabosco)

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