André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Analistas não entendem separação do governo entre atribuições e enfrentamento, diz ministro

Em vídeo publicado no Twitter para ressaltar leilão, Moreira Franco afirma que 'campanha de desmoralização do presidente' é questão a ser resolvida pelos advogados

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2017 | 21h34

BRASÍLIA - Em um vídeo gravado para ressaltar o resultado do leilão de óleo e gás realizado nesta quarta-feira, 27, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, afirma que alguns comentaristas e analistas "não entendem" a separação feita por Michel Temer entre "as atribuições de governo" e "o enfrentamento dessa campanha insidiosa de desmoralização do presidente da República". "(Esse enfrentamento) é uma questão a ser resolvida no Poder Judiciário, pelos advogados, com as regras do Direito", diz o ministro.

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Moreira Franco começa sua gravação citando que esta quarta-feira foi "extremamente importante para a economia brasileira e, sobretudo, para a economia do estado do Rio de Janeiro". Depois de afirmar e reafirmar que o leilão de óleo e gás "foi o maior sucesso", Moreira acrescentou que este fato "representa a recuperação da importância do setor na economia" e lembra que o setor é responsável por 13% do PIB. 

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Para o ministro, o leilão é importante porque "significa que, depois de vários anos, nós estamos novamente convivendo com a confiança, com a robustez, com a possibilidade de gerar milhares de emprego e renda para milhares de brasileiros".

 


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Na gravação, ele afirma ainda que as pessoas estão "tão assustadas" com os números que a economia vem apresentando que alguns analistas e comentaristas insistem em perguntar a ele se, de fato, está havendo uma separação entre a economia, "que está indo muito bem", e a crise política, "a crise moral, que não está indo bem". Em seguida, Moreira Franco cita os resultados considerados positivos do governo, lembrando que "já vencemos a recessão, a inflação caiu, a carestia está diminuindo substancialmente e os empregos estão voltando".

"A ação administrativa, a ação de governo, tem foco, tem meta, ela está escrita na ponte do futuro, e o compromisso maior é tirar o Brasil da maior crise econômica da sua história", diz o ministro.

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