Dida Sampaio/Estadão - 2020
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Apagão atinge novamente o Amapá e deixa 13 de 16 municípios sem luz

Segundo a Companhia de Eletricidade do Amapá, problema teria ocorrido em uma linha de transmissão no trecho entre Jurupari e Laranjal do Jari, divisa entre o Pará e o Amapá

Anne Warth e Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2021 | 21h51
Atualizado 08 de abril de 2021 | 22h24

BRASÍLIA - Um apagão atingiu pelo menos 13 dos 16 municípios do Amapá na noite desta quinta-feira, 8. O blecaute começou às 18h34. A recomposição da energia foi reiniciada às 19h02, mas parte do Estado ainda está sem luz, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

"O ONS reitera que, assim que identificou o problema, atuou prontamente para restabelecer o mais rápido possível o fornecimento de energia na região. O ONS avaliará as causas da ocorrência junto aos agentes envolvidos", disse o operador, em nota oficial.

A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), distribuidora que atua no Estado, informou, em nota, que o apagão não foi causado por problemas de distribuição.

Segundo a empresa, o problema teria ocorrido em uma linha de transmissão de 230 kv no trecho entre Jurupari e Laranjal do Jari, divisa entre o Pará e o Amapá. De acordo com a CEA, houve interrupção do serviço em todo o Amapá, exceto no município de Oiapoque.

"Às 19h30, a CEA recebeu a autorização do Operador Nacional do Sistema (ONS) para recompor os sistemas de distribuição após a normalização do trecho da linha de transmissão. O fornecimento está sendo restabelecido de forma gradativa na capital e demais municípios afetados", disse a empresa.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) cobrou explicações da concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia S.A. (LMTE) sobre o apagão.

Em nota, a Aneel informou que a LMTE terá “um dia de prazo” para apresentar esclarecimentos sobre a ocorrência, “incluindo análise preliminar da causa e as medidas que estão sendo adotadas para solucionar o problema e evitar reincidências”.

A LMTE é dona da subestação Macapá, que explodiu e causou um apagão de três dias e mais de 20 dias de racionamento no Amapá em novembro. 

A concessionária pertence à Gemini Energy, formada pelos fundos de investimento Starboard e Perfin, que detém 85% de participação na linha. Outros 15% são da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), autarquia do governo federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

De acordo com a Aneel, a ocorrência levou ao desligamento de trechos da linha Jurupari/Laranjal/Macapá, da subestação Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes, Ferreira Gomes, Cachoeira Caldeirão e Santo Antônio do Jari.

Em nota, a LMTE afirmou que a linha de transmissão Jurupari-Laranjal "sofreu uma ocorrência, instantaneamente resolvida, e cuja a causa está sendo avaliada" Segundo a empresa, a subestação Macapá e os três transformadores da subestação Macapá funcionam sem "intercorrências".     

A concessionária informou que a causa do blecaute ainda está sob avaliação, disse que ocorrências dessa natureza ocorrem "diariamente" no País e atribuiu o problema ao planejamento do setor elétrico - responsabilidade do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Empresa de Pesquisa Energética, estatal vinculada ao MME.

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