Fabio Motta/Estadão - 11/4/2014
Fabio Motta/Estadão - 11/4/2014

Após demissão de Pedro Parente, ações da Petrobrás caem

Papéis da estatal na Bolsa brasileira e no exterior chegaram a cair mais de 20%; ações da BRF disparam com rumores de que seria o próximo destino de Parente

Ana Luísa Westphalen e Fabiana Holtz, O Estado de S. Paulo

01 Junho 2018 | 12h22

O pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobrás está estressando os mercados. O impacto maior é na ação da companhia, que chegou a entrar em leilão na Bolsa brasileira e teve as negociações suspensas. O papel voltou a ser negociado com queda de mais de 20% nas ações ordinária (com direito a voto) e preferenciais (com prioridades na distribuição de dividendo), mas fechou o pregão com baixa de 14,86%. O papel da companhia no exterior (ADR) também chegou a perder 20% em Nova York. Na outra ponta, as ações da BRF disparam. A empresa de alimentos, segundo especulações do mercado que circularam na semana passada, poderia ser o próximo destino de Parente. 

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Nas mesas de operações, os investidores avaliam que o tamanho das concessões feitas para acordo com caminhoneiros e a consequente demissão de Pedro Parente mostram a fraqueza do governo e temem que isso se estenda a outros segmentos da economia. Depois da informação do pedido de demissão de Parente, a Bovespa caiu 0,35% aos 76.485 mil pontos, mas fechou o pregão em alta de 0,63% aos 77.239 mil pontos. O dólar fechou em alta de 0,75% cotado a R$ 3,7607.

Por outro lado, as ações da BRF dispararam com rumores de que poderia ser o novo destino de Parente. Os papéis subiram tanto que também entraram em leilão e tiveram negociações suspensas. Quando as negociações voltaram, as ações da empresa de alimentos tinham alta de 14,88%. O pregão fechou com os papeis sendo operados em 9,85% Segundo informou a Coluna do Broadcast na última terça-feira, 29, Parente já estaria cogitando trocar o comando da estatal pela presidência da empresa de alimentos BRF. Ele teria, inclusive, solicitado nos últimos dias para ‘segurarem’ o processo de escolha de um CEO na companhia. A possibilidade de a troca ocorrer já corria no mercado financeiro, principalmente, diante da crise gerada com a greve dos caminhoneiros e já mexeu nos papéis da própria empresa de alimentos.

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