Márcio Fernandjes/ Estadão
Márcio Fernandjes/ Estadão

Balança comercial tem superávit de US$ 4,3 bilhões em setembro

Resultado é 15% menor que o do mesmo mês do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia

Lorenna Rodrigues e Gabriela Brumatti, especial para Estadão

01 de outubro de 2021 | 15h51
Atualizado 01 de outubro de 2021 | 16h01

BRASÍLIA - A balança comercial brasileira registrou superávit US$ 4,322 bilhões em setembro, com crescimento nas exportações e importações, informou nesta sexta-feira, 1º, a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia. O superávit em setembro ficou 15% menor do que o registrado em setembro de 2020, quando alcançou US$ 5,083 bilhões.

No mês passado, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) avançou 41,1%. As exportações somaram US$ 24,284 bilhões em setembro (+33,3%) enquanto as importações chegaram a US$ 19,962 bilhões (+51,9%).

De janeiro a setembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 56,433 bilhões, valor 38,3% maior do que o mesmo período do ano passado. Houve um aumento de 36,9 % nas exportações e de 36,4% nas importações do período. Esse acumulado é o maior valor já registrado não só para esse período como também para todos os anos fechados.

O desempenho positivo se deve em grande parte aos preços mais altos dos produtos brasileiros vendidos ao exterior, principalmente commodities. 

Em setembro, houve crescimento de US$ 20,85 milhões (12,4%) na agropecuária, de US$ 96,1 milhões ( 41,1%) na indústria extrativa e de US$ 167,09 milhões ( 36,2%) em produtos da indústria de transformação.

Nas importações, houve crescimento de US$ 42,03 milhões ( 21,2%) em agropecuária; de US$ 143,66 milhões ( 76,6%) em indústria extrativa e de US$ 117,44 milhões ( 26,7%) em produtos da indústria de transformação.

Revisão nas projeções

Com a safra brasileira prejudicada por questões climáticas, o Ministério da Economia revisou para baixo a projeção do saldo da balança comercial para 2021, de US$ 105,3 bilhões para US$ 70,9 bilhões. 

A variação mais expressiva ocorreu nas estimativas para as exportações, que passaram de US$ 307,5 bilhões, na divulgação de julho, para US$ 281 bilhões. Ainda assim, o número permanece 34,3% superior ao de 2020.

As importações, de acordo com o Ministério da Economia, apresentam tendência de crescimento de US$ 202,2 bilhões  para US$ 210,1 bilhões em outubro. A variação é 32,3% superior ao mesmo período do ano anterior.

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