Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Bolsa paulista opera em alta em dia de poucos negócios

Na véspera, mercado financeiro brasileiro recuou com temores relacionados à nova variante do coronavírus; dólar se valoriza em relação ao real

Silvana Rocha e Reuters, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2020 | 12h04

Apesar da mutação do coronavírus seguir no radar, o índice de referência da bolsa paulista, o Ibovespa mostrava recuperação nesta terça-feira, 22, acompanhando mercados do exterior, em sessão também marcada por um volume de negócios reduzido e pela alta de papéis do setor bancário.

Na véspera, temores causados pela nova variante do coronavírus encontrada no Reino Unido colocaram investidores em estado de alerta e pressionaram o índice, que recuou 1,88%. Já nesta terça-feira, o Ibovespa subia 0,43%, aos 116.323 pontos, por volta de 12h.

Após queda pontual pela manhã, o dólar retomou a alta e renovou máximas por volta de 12h, no patamar de R$ 5,17, com investidores atentos ao problema fiscal, em meio à possibilidade de votação hoje da PEC dos municípios, explicou Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da Ourominas.

"Como Rodrigo Maia (presidente da Câmara) tem muitos aliados, pode conseguir emplacar essa PEC e também o seu candidato à sucessão na Câmara em fevereiro, criando mais dificuldades para o governo e sua agenda fiscal, de reformas e privatizações", comenta o analista.

Outros fatores

Também melhorando o humor de mercados globais estava a notícia da aprovação pelo Congresso dos Estados Unidos de um pacote de ajuda de US$ 900 bilhões para dar suporte à economia afetada pela pandemia depois de meses de impasses.

Na agenda de indicadores, a prévia da inflação brasileira em dezembro continuou sob forte pressão, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerando alta a 1,06% em dezembro, ante 0,81% em novembro, no resultado mensal mais alto desde junho de 2018 (1,11%), segundo dados do IBGE.

Nos EUA, o PIB foi revisado a uma taxa anualizada de 33,4% no trimestre passado, em relação ao ritmo de 33,1% informado anteriormente. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o PIB do terceiro trimestre não seria revisado.

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