Joédson Alves/EFE
Joédson Alves/EFE

Caixa reduz juros do crédito imobiliário e do cheque especial após novo corte na Selic

Financiamento de imóvel indexado pela TR terá juros a partir de 6,50% ao ano; presidente do banco diz que ideia é 'ganhar mais clientes, com menos inadimplência'

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2019 | 10h51

BRASÍLIA - A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira, 12, a redução nas taxas de juros para o crédito imobiliário e o cheque especial. Para o crédito imobiliário, a taxa passa de TR + 6,75% ao ano para TR + 6,50% ao ano. A redução de 0,25 ponto porcentual vale para os financiamentos tanto pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) quanto pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). A nova taxa entra em vigor no dia 16 de dezembro. 

Para o cheque especial, o anúncio não trouxe grandes mudanças. Para o cheque especial da conta salário, a taxa cairá de 4,99% ao mês para 4,95% ao mês, uma queda de apenas de 0,04 ponto porcentual. Para os clientes sem pacote de relacionamento com a Caixa, o juro do cheque especial cairá de 8,99% ao mês para 8,00% ao mês, apenas cumprindo o novo teto de juros para a modalidade instituído no mês passado pelo Banco Central. Para o cheque especial, as novas taxas entram em vigor em 2 de janeiro de 2020.

O presidente do banco, Pedro Guimarães, afirmou que a redução das taxas decorre da reavaliação dos juros cobrados pela instituição após um novo corte da taxa Selic pelo Banco Central.

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros da economia de 5,0% ao ano para 4,5% ao ano. “As taxas de DI também caíram bastante ao longo do ano, o que nos dá ‘tranquilidade matemática’ para a redução dos juros cobrados pela Caixa”, avaliou.

Guimarães lembrou que a taxa do banco no crédito imobiliário começou 2019 em TR + 8,75%. Segundo ele, a redução de 26% nos juros da modalidade neste ano possibilitou o banco aumentar o número de concessões no financiamento de imóveis.

“O mercado de crédito imobiliário com recursos de poupança cresceu 34% neste ano, enquanto a Caixa teve uma expansão de 96,5% nessa modalidade”, afirmou. “A estratégia ao reduzir juros é ganhar mais clientes, com menos inadimplência. E ainda temos uma margem muito boa."

Ele também destacou o crescimento da contratação de concessões imobiliárias na linha recém-lançada pelo banco com correção pelo IPCA. “Em março pretendemos lançar uma terceira linha, sem nenhuma correção, apenas com uma taxa prefixada”, adiantou. 

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