Aline Bronzati/Estadão
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Com ação acima do preço esperado, XP chega à Nasdaq avaliada em US$ 14,9 bi

Papel da principal corretora brasileira foi precificado a US$ 27, acima do teto da faixa indicativa, que era de US$ 25

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2019 | 20h43

Correções: 10/12/2019 | 21h23

A XP Investimentos estreará na quarta, 11, na bolsa norte-americana Nasdaq, após emplacar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de US$ 2,25 bilhões, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Com elevada demanda entre os investidores, a ação foi precificada em US$ 27, acima da faixa indicativa de preço do prospecto da oferta que foi protocolado na Securities Exchange Commission (SEC), o regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que ia de US$ 22 a US$ 25. Com esse valor, a XP, que estampará o tradicional telão da fachada da Nasdaq, bolsa composta por gigantes mundiais do setor de tecnologia, chegará avaliada como companhia aberta em US$ 14,9 bilhões, ou R$ 61,7 bilhões, cerca de 20% do valor de mercado do Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil e dono de 49% da XP.

A demanda pela oferta foi muito elevada e superou em 14 vezes o volume ofertado. Isso significa que as ordens dos investidores ultrapassaram os US$ 30 bilhões.

Os executivos da XP e diversos representantes dos bancos coordenadores estão em Nova York e estarão amanhã da Nasdaq, na cerimônia de comemoração da chegada da companhia à bolsa, ao lado de Guilherme Benchimol, que há 18 anos fundou a XP, para o toque de sino, que marcará a abertura de capital da maior corretora do Brasil.

Foram vendidas na oferta 72,51 milhões de ações classe A. Desse volume, 42.533.192 fazem parte da oferta primária, que é aquela que injetará recursos no caixa da empresa. Outras 29.957.449 ações são da oferta secundária, que dão recursos aos sócios da empresa. Com a demanda, foram vendidas mais 10.876.595 ações.

Além de sócios executivos da XP, foram vendedores na oferta os fundos General Atlantic e Dynamo. O Itaú Unibanco, que há um pouco mais de dois anos adquiriu 49,9% das ações da XP, não vendeu sua participação. O Itaú pagou cerca de R$ 6 bilhões por essa fatia, avaliando a companhia à época em R$ 12 bilhões. Após a oferta, o maior banco privado do País fica com uma fatia de 46% da XP.

A expectativa no mercado é de que a XP siga sua trajetória de crescimento. Um dos motivos é que a empresa vem explorando outras linhas de negócio, sendo que, recentemente, o Banco Central a autorizou a atuar como um banco múltiplo. Da oferta primária, que injetará recursos no caixa da XP, o prospecto afirma que o objetivo é o lançamento de novos serviços, como banco digital, pagamentos e seguros.

Neste ano, a XP não foi a única brasileira a abrir capital nos Estados Unidos. Em julho, a Afya, grupo de educação voltado para cursos de medicina, estreou também na Nasdaq com um IPO que movimentou mais de R$ 1 bilhão (US$ 300 milhões). Ano passado, abriram capital nas bolsas norte-americanas PagSeguro, Stone e Arco Educação. A oferta da PagSeguro, em janeiro do ano passado, foi na Bolsa de Nova York (Nyse), e um pouquinho maior do que a da XP, com US$ 2,3 bilhões.

Correções
10/12/2019 | 21h23

Anteriormente, informamos no título que a XP estava avaliada em US$ 15,9 bi. O valor correto é US$ 14,9 bi. 

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