Kazuhiro Nogi/AFP
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Após somar altas, Bolsas de NY e Europa fecham em queda, mas Ásia encerra em alta

Otimismo com o ritmo de recuperação econômica vem garantindo o apetite por risco na Ásia há vários pregões; nas demais Bolsas, o clima já é de realização de lucros

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2020 | 07h00
Atualizado 09 de junho de 2020 | 19h23

A sensação de realização de lucros segurou os ganhos nas Bolsas de Nova York e da Europa nesta terça-feira, 9, onde dados econômicos negativos ajudaram a tornar o cenário econômico local ainda mais incerto. Já os mercados da Ásia fecharam majoritariamente em alta, sustentado ainda pela percepção de que a economia global poderá se recuperar do choque do coronavírus de forma mais rápida do que se imaginava. 

O otimismo com o ritmo de recuperação econômica pós-covid-19 vem garantindo o apetite por risco na Ásia há vários pregões. O catalisador recente mais importante foi o relatório de emprego dos Estados Unidos, o chamado "payroll", que surpreendeu ao mostrar criação de mais de 2,5 milhões de empregos em maio

No entanto, longe da Ásia, o clima ainda é cercado de incerteza. O Banco Mundial previu, na última segunda-feira, 8, que a economia global sofrerá contração de 5,2% em 2020, o que "representaria a recessão mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial".

Permaneceu também ao longo do dia no radar do investidor, o anúncio que será feito na próxima quarta-feira, 10, pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano)A expectativa é que o órgão anuncie novos pacotes de ajuda, além da manutenção da taxa básica de juros dos EUA entre 0% e 0,25% ao ano.

Bolsas da Ásia 

As Bolsas da Ásia somaram ganhos, ainda que singelos, nesta terça. Os chineses Xangai Composto e Shenzhen Composto subiram 0,62% e 0,67%, respectivamente. O Hang Seng se valorizou 1,13% em Hong Kongo sul-coreano Kospi subiu 0,21% e o Taiex avançou 0,23% em TaiwanJá o japonês Nikkei foi na contramão e fechou com baixa de 0,38%. 

Na Oceania, a Bolsa australiana voltou de um feriado nacional com forte ímpeto de valorização, impulsionada por ações de grandes bancos domésticos e de petrolíferas. O S&P/ASX saltou 2,44% em Sydney, a 6.144,90 pontos, atingindo seu maior patamar desde 6 de março.

Bolsas da Europa 

Na Alemanha, dados divulgados indicaram que as importações tiveram tombo histórico de 24% no país na passagem de março para abril, enquanto as exportações despencaram 16,15% na mesma comparação. Já o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro encolheu 3,6% no primeiro trimestre. No entanto, as previsões ainda não são positivas. Neste cenário, o Stoxx 600 encerrou com perda de 1,22%.

Com isso, as Bolsas da Europa tiveram quedas generalizadas. Em Londres, a queda foi de 2,11% e em Frankfurt, de 1,57%. A Bolsa de Paris caiu 1,55% e a de Milão, 1,49%. Os índices de Madri e Lisboa caíram 1,82% e 1,63%, respectivamente.

Bolsas de Nova York

As Bolsas de Nova York também caíram, com o investidor à espera dos lucros. O Dow Jones encerrou em baixa de 1,09% e o S&P 500 recuou 0,78%. O Nasdaq, no entanto, subiu 0,29% e voltou a bater recordes, ao ultrapassar os 10 mil pontos durante o pregão.

Por lá, os papéis da Amazon subiram 3,04% e os do Facebook avançaram 3,14%. A Apple fechou com ganhos de 3,16%, depois da informação divulgada pela Bloomberg de que a companhia pode anunciar uma mudança para colocar seus próprios microchips nos computadores Macs.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça, apesar das incertezas sobre o prolongamento de cortes na produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+). O mercado melhorou somente após o relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês), apontar perspectivas para a estabilização do setor. 

WTI para julho, referência no mercado americano, fechou com alta de 1,96%, a US$ 38,94 o barril. Já o Brent para agosto, referência no mercado europeu, avançou 0,93%, a US$ 41,18 o barril./COLABORARAM IANDER PORCELLA E MAIARA SANTIAGO

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