Virginia Mayo/AP
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Bolsa avança 2,6% e dólar fecha a R$ 5,39 com vitória de Biden e vacina para a covid

Para analistas, vitória de democrata traz ânimo de curto prazo ao Brasil, enquanto dúvidas com política fiscal ainda preocupam

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2020 | 09h06
Atualizado 09 de novembro de 2020 | 20h15

No primeiro dia útil desde que Joe Biden foi declarado o novo presidente dos Estados Unidos, o mercado de ações refletiu o bom humor dos investidores, e isso tanto aqui, no Brasil, quanto no exterior. As principais Bolsas abriram e fecharam seu pregões nesta segunda-feira, 9, com altas expressivas. Um movimento que, para os analistas, já aponta para um novo estado de espírito dos mercados com relação aos rumos da política na principal economia do mundo. Ânimo que, hoje, ganhou fôlego extra, com notícias sobre o avanço no desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

Antes da abertura dos mercados no Brasil e nos Estados Unidos, a farmacêutica Pfizer e a empresa de biotecnologia BioNTech apresentaram uma análise clínica preliminar apontando que sua vacina, atualmente em fase de desenvolvimento, registrou uma eficácia de mais de 90% na proteção das pessoas contra a infecção da covid-19 – isso em relação a um placebo. O imunizante é um dos quatro que estão nos estágios finais de testes nos Estados Unidos.

O anúncio, associado ao avanço da apuração das eleições nos EUA no fim de semana, que resultou na vitória de Joe Biden, levou o Ibovespa, principal índice de ações no Brasil, a fechar o pregão em alta de 2,6%, aos 103.515 pontos, alcançado seu maior nível desde 6 de agosto, quando bateu 104 mil pontos. O dólar, que chegou a cair 3% no dia, a R$ 5,22, obteve uma jornada praticamente estável, em leve queda de 0,04%, cotado a R$ 5,3917. 

'Efeito Biden'

Para os analistas, o que se viu nesta segunda-feira pode se sustentar no curto prazo, com ações em uma trajetória de alta e o câmbio com tendência de queda. Mas o “efeito Biden”, como tem sido chamada a esperada onda de otimismo em torno da escolha do democrata para a Casa Branca, tende a ser limitada no Brasil. O obstáculo seria a condução econômica e a política do governo federal. 

Para o economista do BTG Pactual digital, Álvaro Frasson, a eleição de Biden tende a acalmar um pouco os investidores, com uma possível queda na oscilação da Bolsa e do câmbio. “Isso tudo anima por agora. Mas, para o médio e longo prazos, o que vai definir o humor no Brasil vai ser a condução da política fiscal”, afirma. 

“Os Estados Unidos, o mundo e as vacinas oferecem um ambiente muito favorável para a recuperação do Brasil neste momento. O governo tem a faca e o queijo nas mãos. Só que tenho receio de que ele acabe cortando os dedos”, diz o diretor de investimentos da Ace Capital, Fabricio Taschetto. 

Empresas

No mercado local, as maiores altas foram registradas entre os papéis das companhias aéreas, como Azul, que bateu 18,43%, e Gol, em alta de 19,94%. A CVC também teve um bom dia, com seu principal papel subindo 10,46%. Essas companhias são as que mais sofrem com a pandemia do coronavírus, em meio às restrições de mobilidade. Para os analistas, elas pegaram carona nesta ssegunda no comunicado da Pfizer sobre sua vacina, com expectativas sobre a volta à normalidade das operações das empresas.

Já em direção oposta, as varejistas de e-commerce, beneficiadas pelo avanço das vendas online durante a quarentena, puxaram as maiores quedas dessa sessão. Magazine Luiza amargou queda de 3,22%, B2W obteve prejuízo de 3,15% e a Via Varejo caiu 3,54%.

O movimento da Bolsa brasileira repetiu o que aconteceu no exterior. As ações do aplicativo de videochamada Zoom operaram em queda de 17% durante o dia. Outras empresas de tecnologia que foram impulsionadas pela quarentena e pelo aumento do uso de serviços digitais, como Amazon e Netflix, também viram seus papéis caírem. 

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