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Bolsa fecha em alta de 1,27% e dólar termina cotado em R$ 5,76

Resultado forte do PIB americano, apontando para a retomada da economia dos EUA, ajuda o Ibovespa a tentar recuperar as perdas do dia anterior

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2020 | 09h05
Atualizado 29 de outubro de 2020 | 17h47

Os ativos brasileiros tiveram melhora nesta quinta-feira, 29, acompanhando o alívio observado no mercado externo, com o Nasdaq em forte valorização, principalmente por causa das gigantes de tecnologia. Em resposta, a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, interrompeu série negativa de quatro sessões e fechou o dia com alta de 1,27% do Ibovespa, aos 96.582,16 pontos. Já o dólar, após o movimento de alta do pregão anterior, fechou com leve alta de 0,09%, cotado em R$ 5,7671.

Pela manhã, a moeda americana voltou a encostar em R$ 5,80, mas a tarde acabou sendo de menor nervosismo. A divisa foi reduzindo o ritmo de alta e passou a cair no final do dia, acompanhando a melhora do mercado em Nova York. O dólar acabou subindo forte ante divisas principais, como o euro, mas nos emergentes operou com menos força. 

 

Após operar em leve alta mais cedo, o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil, termômetro de risco-país, zerou os ganhos e era negociado praticamente estável em relação a última quarta-feira, 28. No fim desta tarde, estava a 220,36 pontos ante 220,65 da noite anterior, de acordo com cotações da IHS Markit. A melhora do CDS do Brasil segue a dos demais emergentes, que, por sua vez, acompanham a aceleração de ganhos em Nova York, em dia de Produto Interno Bruto (PIB) mostrando retomada da atividade americana. "O PIB mostra a mais ampla recuperação da história, mas a retomada ainda está longe de estar completa", observam os analistas da The Conference Board.

Nasdaq fechou com alta de 1,64%, aos 11.185,59 pontos.  Os papéis do Twitter caíram 0,32% no after hours após a divulgação do balanço do 3.º trimestre, e os do Facebook subiram 4,18%. Dow Jones e S&P 500 fecharam com alta de 0,53%(26.659 pontos) e 1,19%, (3.310,11 pontos), em recuperação após a forte queda do dia anterior.

Os dados domésticos e dos EUA contribuíram para deixar em segundo plano ruídos da política que, pela manhã, endereçavam o Ibovespa para a quinta sessão de perdas consecutivas, uma série não vista desde o início de janeiro, antes do estouro da pandemia, quando em ajuste moderado o índice encadeou seis baixas, entre os dias 3 e 10.

Mais cedo, a cautela refletia novos atritos em Brasília, desta vez entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o do Banco Central, Roberto Campos Neto, em momento no qual o mercado já notava dificuldades na progressão das reformas e de uma agenda que favoreça algum controle sobre o fiscal - no comunicado de ontem à noite, a relativa tranquilidade do Copom sobre o assunto também não passou em branco.

A retórica seguiu algo inflamada na capital nesta quinta-feira, em audiência do ministro da Economia, Paulo Guedes, em Comissão Mista do Congresso, na qual defendeu juros de um dígito sustentáveis, câmbio depreciado que favoreça a reindustrialização e em que sustentou ter desistido, de vez, da intenção de criar um imposto sobre transações digitais, que era visto como nova CPMF. No momento mais polêmico, Guedes se referiu à Febraban como um "cartório institucionalizado", que "financia até programa de estudo de ministro gastador para enfraquecer ministro que quer acabar com privilégios". "A Febraban faz lobby para enfraquecer ministro que está segurando a barra", acrescentou.

Ao final, o Ibovespa contou com a ajuda de Vale (ON +2,92%) e Petrobrás (PN +3,32% e ON +3,70%), cujos balanços tiveram leitura favorável do mercado, enquanto Ambev, também com resultados recém-divulgados, cedeu 3,59%, na ponta negativa do Ibovespa, embora limitando as perdas observadas mais cedo. Parte das ações de bancos conseguiu virar para o positivo, como a Unit do Santander (+4,31%) e Itaú PN (+0,50%). Após perda de 7,74% ontem, quando nenhuma ação do Ibovespa fechou em alta, Usiminas teve recuperação parcial nesta quinta-feira (+3,69%), em dia também positivo para as demais siderúrgicas, com ganhos entre 1,26% (Gerdau PN) e 2,03% (Gerdau Met PN).

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