André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

É mais saudável ter debates hoje do que obstrução, diz Aguinaldo

Líder da maioria na Câmara tenta costurar acordo para que plenário apenas discuta a reforma da Previdência nesta terça-feira; votação seria na manhã da quarta

Mariana Haubert, Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo, O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2019 | 14h00

BRASÍLIA - O líder da maioria na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmou na manhã desta terça-feira, 9, que os partidos de centro e da base discutem com a oposição um acordo para que hoje o plenário da Casa apenas debata o texto aprovado pela comissão especial da reforma da Previdência. A ideia, de acordo com ele, é vencer essa etapa hoje e iniciar o processo de votação da proposta na manhã desta quarta-feira com apenas dois requerimentos de obstrução.

Uma nova reunião de líderes será realizada às 14h para deliberar sobre esta possibilidade. "É uma proposta de entendimento. Estamos tentando vencer a obstrução e nos parece razoável. É muito mais racional e saudável para o País que, ao invés de perder tempo com a obstrução, que se debata o tema. Se esse entendimento não for aceito, vamos para a votação", disse Ribeiro.

De acordo com ele, a sessão de debates deve durar 5 horas, mas há a possibilidade de se realizar duas sessões, o que somariam 10 horas de discussões. A ideia é que sempre discurse um deputado a favor e um contrário à reforma.

O deputado disse ainda que os destaques que serão apresentados poderão ser feitos até o início do processo de votação. A Câmara só deverá começar a tratar da reforma da Previdência de fato hoje a tarde. Até lá, partidos e bancadas realizarão reuniões para definir detalhes das estratégias que serão colocadas em prática ao longo dos próximos dias.

O líder do Podemos, José Nelto (GO), corroborou a tentativa de acordo exposta por Ribeiro. De acordo com ele, a oposição não aceitou fechar um acordo na reunião da manhã. "A oposição insiste em manter a obstrução, mas estamos tentando viabilizar um acordo", disse. 

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