Koji Sasahara/AP
Koji Sasahara/AP

Em linha com desempenho de NY, mercados internacionais fecham em alta

Dados fracos chegaram a afetar pontualmente alguns índices da Ásia e Europa, mas ainda assim, o clima de otimismo predominou

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2021 | 07h30
Atualizado 03 de fevereiro de 2021 | 19h00

Os principais índices do exterior fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, 3, na esteira de mais um dia de ganhos em Nova York no dia anterior. Hoje, a divulgação de dados fracos afetou pontualmente alguns índices na Ásia e Europa, mas ainda assim, o clima de otimismo predominou.

O viés positivo vem após a alta do mercado americano na terça-feira, 2, pelo segundo dia consecutivo, após amargarem fortes perdas na última semana em meio a ataques especulativos. Além do movimento já ter perdido força, investidores de todo mundo estão mais esperançosos de que o governo Joe Biden avance em negociações com a oposição republicana para o lançamento de um novo pacote fiscal. A expectativa, no entanto, é que a proposta democrata de US$ 1,9 trilhão seja desidratada pelo Congresso americano.

Na agenda de indicadores, decepcionou o desempenho da China. O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços chinês diminuiu de 56,3 em dezembro para 52 em janeiro, atingindo o menor nível em nove meses, embora tenha se mantido acima da marca de 50 que indica expansão, segundo pesquisa da IHS Markit em parceria com a Caixin Media. O PMI composto, que abrange serviços e indústria, caiu de 55,8 para 52,2 no mesmo.

Resultados abaixo do esperado também foram vistos na Europa. O PMI composto de janeiro da zona do euro caiu a 47,8, enquanto o de serviços também teve recuo a 45,4. A alta nos índices de inflação ao consumidor e ao produtor do bloco, porém, ajudaram a limitar o pessimismo de investidores. No Reino Unido, o PMI de serviços para o mesmo mês teve queda de quase 10 pontos, a 39,5.

Já nos Estados Unidos, o PMI de serviços para janeiro avançou a 58,3 no mês, acima das expectativas  de analistas. O índice 

de atividade do setor de serviços para igual mês medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês) também superou as projeções, com alta a 58,7. O sentimento de otimismo ainda foi reforçado pela criação de 174 mil empregos pelo setor privado americano em janeiro, segundo a ADP. 

Bolsas de Nova York

Apesar da alta dos últimos dois dias, os índices de Nova York fecharam sem direção única nesta quarta-feira. Uma série de dados macroeconômicos que apontaram para a recuperação da economia americana, após a crise do novo coronavírus, impulsionaram as  bolsas, que perderam fôlego com uma realização de lucros após dois dias de ganhos.

Dow Jones fechou em alta de 0,12%, o S&P 500 encerrou com ganhos de 0,10% e o Nasdaq recuou 0,02%. 

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio subiu 1%, impulsionada por ações financeiras e de seguradoras, enquanto a de Seul avançou 1,06% e a de Hong Kong teve modesta valorização de 0,20%. Taiwan teve apenas ganho marginal de 0,07%.

Na contramão, as Bolsas chinesas de Xangai e Shenzhen recuaram 0,46% e 0,87% cada, após os dados negativos da economia da China. Na Oceania, a Bolsa australiana teve ganhos pelo terceiro pregão seguido, com alta de 0,92% em Sydney

Bolsa da Europa 

Após a divulgação de dados negativos, os mercados da Europa tiveram alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,33%, de olho na tentativa de resolução da crise política que recai sobre a Itália, por meio da formação de um novo governo sob o possível comando de Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE). Também impulsionada por esse movimento, a Bolsa de Milão teve forte alta de 2,09%. 

No resto do continente, Paris ficou estável, enquanto Frankfurt teve alta de 0,71%. Madri e Lisboa subiram 0,78% e 0,36% cada. A Bolsa de Londres, após os dados econômicos negativos, foi na contramão e fechou com queda de 0,14%.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, impulsionados pelos cortes de produção praticados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), após a confirmação de que o nível de cumprimento do acordo de produção da commodity em dezembro ficou em 101%.

Nesse cenário, o WTI para março encerrou a sessão com ganho de 1,70%, a US$ 55,69 o barril, enquanto o Brent para abril avançou 1,74%, a US$ 58,46 o barril. Animou também a notícia de que os Estados Unidos vão entrar na Justiça para apreender um navio com dois milhões de barris de petróleo supostamente produzidos no Irã, após o descumprimento de um acordo por parte dos iranianos. A redução da oferta da commodity é essencial nesse momento, já que evita a queda brusca dos preços do ativo, que teve seu consumo reduzido pela pandemia./ SERGIO CALDAS, MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA E MATHEUS ANDRADE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.