Roosevelt Cassio|Reuters
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Embraer recebe pedido de 25 aviões da United Airlines

Principais executivos da Boeing e da Embraer disseram que estão confiantes na aprovação regulatória do negócio

Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2018 | 10h20
Atualizado 16 de julho de 2018 | 17h42

FARNBOROUGH - A companhia aérea United Airlines fez um pedido para 25 jatos E175 da Embraer, no valor de US$ 1,1 bilhão. No pregão desta segunda-feira, 16, da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, a ação da Embraer chegou a subir mais de 2% após o anúncio do contrato com a companhia norte-americana e fechou o dia com alta de 1,65%. 

"Sem dúvida, a notícia é positiva e ajuda a diminuir o risco de 2019", observa o BTG em relatório. Desde o anúncio da joint venture com a Boeing o papel da companhia acumula queda de 18%. O contrato com a United,  anunciado na manhã desta segunda-feira, 16, durante o Farnborough Airshow, feira bienal do setor na  Inglaterra, será incluído na carteira de pedidos do terceiro trimestre de 2018 - as entregas devem começar no segundo trimestre de 2019.

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Nova companhia. Os principais executivos da Boeing e da Embraer defenderam nesta segunda-feira, 16, a parceria na área de aviação comercial entre as duas empresas e disseram que estão confiantes na aprovação regulatória do negócio.

A transação foi avaliada como "estratégica" pelo presidente da empresa brasileira, Paulo César de Souza e Silva. "Com o negócio, vamos criar mais empregos no Brasil, mais tecnologia, ter acesso a mais capital', afirmou durante uma entrevista coletiva com o presidente da companhia americana, Denni Muilenburg, durante a Farnborough AirShow. "Não sei quem pode ser contra a operação." 

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No início deste mês, a Embraer fechou um acordo com a Boeing para vender 80% da sua divisão de aviação comercial para a norte-americana. O negócio, que envolverá a criação de uma nova companhia avaliada em US$ 4,8 bilhões, terá 80% da empresa americana e 20% da brasileira. "Estamos trazendo muito mais valores para nossos clientes", avaliou o presidente da Embraer.

Ele ressaltou também que o negócio é oportunidade "enorme" para fazer da empresa, uma companhia maior e mais importante. "Estamos muito felizes com essa operação", afirmou, acrescentando que o tema da operação em uma entrevista na Farnborough mostra que se trata de um "momento histórico".

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Os termos da operação entre Embraer e Boeing continuam em discussão no Conselho de Administração da empresa brasileira e ainda não têm data para serem apreciados pelos acionistas da companhia, o que terá que acontecer em uma assembleia extraordinária. A informação é da ex-diretora do fundo de pensão do Banco do Brasil (Previ ) e conselheira da Embraer, Cecília Garcez, que diz não estar dando detalhes das negociações nem para a fundação, que a indicou para o posto.

"O momento é muito delicado. Estamos no meio da negociação. Não estou dando informação nem para a Previ", diz, frisando que a companhia é uma corporation (empresa sem controle definido) e que, por isso, tem que agir pelo interesse da companhia e não de um único acionista.

Informações apuradas pelo Broadcast indicam que as conversas continuam abertas, já que a reação não foi tão positiva como se esperava. É que, apesar das manifestações favoráveis ao negócio feitas por membros importantes do governo, como o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, o modelo adotado causou desconforto entre minoritários e também entre técnicos e diretores da fundação e do BNDES./ COLABOROU FABIANA HOLTZ

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