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Era morte anunciada, diz especialista sobre rebaixamento da Petrobrás

Na avaliação do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, a escolha de Aldemir Bendine, que é ligado ao governo, para assumir a estatal foi a 'gota da água' para a perda do selo de grau de investimento

Mônica Ciarelli, O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2015 | 22h24

A perda do selo de grau de investimento pela Petrobrás nesta terça-feira já era uma "morte anunciada" desde que se escolheu um nome ligado ao governo para substituir Graça Foster no comando da estatal. A avaliação é do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires. "Isso foi a gota da água. As agências de classificação de risco estão cansadas do imobilismo do governo diante da situação da Petrobrás. Todos esperavam uma mudança, um nome com mais autonomia, o que não ocorreu", lembrou.

Desde o último dia 9 de fevereiro, o comando da petroleira está a cargo de Aldemir Bendine, que presidia o Banco do Brasil.

Segundo Pires, o rebaixamento da Petrobrás pela Moody´s será uma "tragédia" para estatal, que terá que fazer um corte ainda mais profundo em seus planos de investimento. Além de não ter o balanço auditado, a perda do selo de "investment grade" tornará o acesso ao crédito pela petroleira uma missão ainda mais difícil.

Pires lembra que muito fundos que hoje aplicam recursos na Petrobrás terão que sair do ativo porque só podem estar em ativos considerados grau de investimento. "Haverá uma grande perda de liquidez nas ações da Petrobrás. Acho que os papéis vão cair muito amanhã quando a bolsa de valores abrir", previu.

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