Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Especialistas debatem crescimento sustentável em evento da FGV com o 'Estadão'

Nelson Barbosa, Samuel Pessoa e Manoel Pires debatem, às 14h, as alternativas para o crescimento da economia, em meio à perspectiva de agravamento do desequilíbrio das contas do governo

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2021 | 05h00
Atualizado 29 de outubro de 2021 | 14h07

RIO - Em meio à conjuntura econômica global ainda marcada pela pandemia de covid-19 e com a perspectiva de agravamento do desequilíbrio das contas do governo, as alternativas para o crescimento da economia brasileira serão o foco do seminário online “Caminhos para um Crescimento Sustentável”, organizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em parceria com o Estadão, nesta sexta-feira, 29.

O encontro virtual tem como debatedores três pesquisadores associados do Ibre/FGV. São eles Nelson Barbosa, professor da Escola de Economia de São Paulo (EESP) da FGV e Universidade de Brasília (UnB) e ex-ministro do Planejamento e da Fazenda no segundo governo Dilma Rousseff; Samuel Pessoa, sócio da gestora de recursos Julius Baer Family Office; e Manoel Pires, coordenador do Observatório Fiscal do Ibre/FGV e que também integrou a equipe do Ministério da Fazenda no governo Dilma.

Os especialistas analisarão o cenário econômico interno e externo. No plano doméstico, o destaque é a perspectiva de agravamento do desequilíbrio das contas do governo, após a decisão de flexibilizar o “teto de gastos” (regra fiscal que limita o crescimento das despesas públicas à inflação) para comportar tanto a elevação do benefício da transferência de renda no programa Auxílio Brasil, que sucederá o Bolsa Família, quanto o pagamento de “precatórios”, valores devidos pelo governo em processos judiciais.

Os sinais de mais desequilíbrios em 2022, confirmados semana passada, elevaram as cotações do dólar, aumentaram os juros futuros no mercado e já provocara, como reação, a aceleração nas altas da taxa básica de juros (Selic, que passou a 7,75% ao ano, após a elevação anunciada nesta quarta-feira, 27). Com juros e dólar mais elevados, economistas passaram a revisar para baixo as projeções de crescimento econômico em 2022 – nova recessão não está descartada.

No plano externo, o destaque são a desaceleração no crescimento econômico da China e a reação dos bancos centrais à aceleração da inflação em diversos países, ainda na esteira dos desequilíbrios causados pela pandemia. Juros mais elevados em diversos mercados, especialmente nos países desenvolvidos, e moderação nas cotações das matérias-primas exportadas pelo Brasil sugerem que o impulso global, que ajudou no ensaio de retomada na economia brasileira desde o segundo semestre de 2020, poderá ficar para trás.

O seminário online será mediado pela jornalista Adriana Fernandes, repórter do Estadão em Brasília. 

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