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Funcionários da Eletrobrás criticam intenção do governo em privatizar empresa

A Associação dos Empregados da Eletrobrás diz que foi pega de surpresa pela notícia, e que começará amanhã "a luta contra a venda do patrimônio" da estatal

Vinicius Neder, Broadcast

21 Agosto 2017 | 19h47

RIO - A Associação dos Empregados da Eletrobrás (Aeel) foi pega de surpresa pelo anúncio de que o governo federal pretende privatizar a estatal do setor elétrico, mas começará amanhã "a luta contra a venda do patrimônio", afirmou na noite desta segunda-feira, 21, Emanuel Mendes, diretor da entidade de funcionários. A Eletrobrás informou após o fechamento do mercado de que foi comunicada pelo ministro Fernando Coelho Filho sobre a intenção do Ministério de Minas e Energia de propor a desestatização da estatal do setor elétrico.

"Eles (o governo) querem entregar tudo, mas vai ter resistência", disse Mendes.

Segundo o diretor da Aeel, a entidade participava recentemente do debate em torno da intenção da Eletrobrás de vender suas participações em diversos ativos, incluindo as cerca de 40 usinas de geração de energia nas quais a estatal possui participação. A posição da Aeel era contrária à venda de usinas. "Éramos contra a venda das usinas porque entendemos que isso seria ruim para a sociedade, pois aumentaria o preço da energia", afirmou Mendes.

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Para o diretor da associação, tanto no caso da venda das participações em usinas quanto no caso de privatização completa da estatal, o momento é ruim para vender. "O povo investiu dinheiro naquilo e agora o governo está leiloando a preço de banana", disse Mendes.

O líder sindical lembrou ainda que a decisão vem num momento em que a diretoria empossada no governo do presidente Michel Temer vinha trabalhando numa reestruturação da estatal. A Eletrobrás fez um programa de demissão voluntária e cortou custos, lembrou Mendes.

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