Carolina Antunes/PR
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Governo espera restabelecer fornecimento de energia em 60% a 70% do Amapá na próxima sexta

Incêndio na terça-feira provocou o desligamento automático de linha de transmissão e de duas usinas hidrelétricas; 14 dos 16 municípios do Estado ficaram sem luz

Anne Warth, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2020 | 14h46
Atualizado 07 de novembro de 2020 | 12h00

BRASÍLIA - O governo tem a expectativa de restabelecer o fornecimento de energia em 70% do Amapá nesta quinta-feira, 5. Mas a retomada das condições normais de atendimento em todo o Estado deverá levar mais tempo, segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. 

Um incêndio na subestação Macapá ocorrido na noite de terça-feira, 3, levou ao desligamento automático da linha de transmissão Laranjal/Macapá e das usinas hidrelétricas de Coaracy Nunes e Ferreira Gomes. O fogo tomou conta da subestação e interrompeu cerca de 250 megawatts de carga elétrica. Ao todo, 14 dos 16 municípios do Estado ficaram sem energia.

O restabelecimento da carga teve início na quarta-feira, 4, às 6h09, com a recomposição parcial da usina de Coaracy Nunes. No começo da noite desta quinta-feira, 5, Bento Albuquerque, disse que os reparos em um transformador da subestação de Macapá só serão concluídos ao longo da sexta-feira, 6, e que por isso a população do Amapá poderá passar por um período de racionamento de energia.

"Isso (a adoção do racionamento) está sendo realizado pelo governo do Estado do Amapá. A disponibilidade de energia é muito pequena. Há energia gerada por geradores visando atender os serviços essenciais. Tudo isso está sendo realizado pela CEA, de acordo com as determinações do Estado", disse.

“Em até 30 dias vamos restabelecer as condições normais de fornecimento no Amapá. A prioridade é restabelecer o fornecimento para a população. Estamos trabalhando para que isso ocorra na maior brevidade possível. Ainda no dia de hoje, e se não for, amanhã ou depois de amanhã”, acrescentou.

Para minimizar os impactos da falta de energia, o governo planeja outras ações emergenciais. Geradores de energia do Amazonas serão enviados ao Amapá para atender os serviços essenciais e as localidades consideradas prioritárias pelo governo estadual.

Em paralelo, o governo quer trazer dois transformadores para substituir os equipamentos danificados. Um virá da subestação de Laranjal do Jari, no Amapá, transportado por balsas, em até 15 dias; outro será trazido de Boa Vista (RR), mas terá de ser transportador até Manaus (AM) e, depois, para Macapá, o que levará até 30 dias. 

O secretário de Energia Elétrica do MME, Rodrigo Limp, disse que o governo trabalha para antecipar esses prazos. “Com a entrada do segundo transformador em até 15 dias, o atendimento será de 100% da carga”, acrescentou. Ele não descartou, no entanto, que, em alguns momentos, durante os primeiros 15 dias, a energia tenha que ser racionada.

"Naturalmente, temos que trabalhar com o governo do Estado e com a companhia de energia para priorizar, primeiramente, aqueles serviços essenciais, naturalmente visando atender o máximo de pessoas possível. Em alguns momentos é possível que seja atendida toda a população, e, em outros, dependerá do consumo momentâneo dos consumidores do Amapá”, disse.

Na manhã desta quinta, a Casa Civil realizou uma reunião emergencial com diversos ministérios para adoção de medidas para mitigar as consequências do apagão. De acordo com Albuquerque, a ideia é coordenar medidas logísticas e unir esforços para restabelecer o atendimento.

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