Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Lucro da Caixa mais que dobra no 1º trimestre e vai a R$ 3,19 bi

Banco público explica que aumento foi gerado pelo avanço de 21,9% no resultado bruto da intermediação financeira, pelo crescimento nas receitas com prestação de serviços e ainda 'forte' recuo nas despesas administrativas

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 11h32

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quinta-feira que mais que dobrou o seu lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, atingindo R$ 3,191 bilhões, cifra 114,5% maior que a vista ante 12 meses, de R$ 1,488 bilhão. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 2,317 bilhões, a alta foi de 37,7%.

O banco público explica, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que o aumento do lucro foi gerado, principalmente, pelo avanço de 21,9% no resultado bruto da intermediação financeira, pelo crescimento nas receitas com prestação de serviços e ainda o "forte" recuo nas despesas administrativas.

A carteira de crédito ampla da Caixa alcançou saldo de R$ 700,193 bilhões no primeiro trimestre, redução de 0,9% ante dezembro, quando somou R$ 706,276 bilhões. Em um ano, a queda chegou a 2,1%, considerando que os empréstimos somavam R$ 715,043 bilhões. Contribuiu para o encolhimento, principalmente, a carteira comercial pessoa jurídica, cujo saldo se reduziu 4,5% no trimestre e 25,2% em um ano. Já na pessoa física, os empréstimos diminuíram 3,1% e 11,5%, respectivamente.

De acordo com a Caixa, o encolhimento da carteira no comparativo anual reflete sua estratégia para adequar o portfólio do banco à implementação das regras de Basileia III, que visão a otimizar a alocação de capital e fortalecer outros pilares da gestão, como a ampliação das carteiras de menor risco, a melhoria da eficiência operacional, a ampliação do relacionamento com clientes, a rentabilização da carteira de crédito atual e maior foco em serviços para incremento de receitas não financeiras.

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"Como resultado dessa estratégia, houve o crescimento nas carteiras de menor risco, como habitação e infraestrutura, e redução da exposição nas carteiras comerciais, tendo como efeito a redução da provisão para devedores duvidosos", destaca a Caixa, em relatório.

A carteira de habitação do banco público, que é líder no segmento, totalizou saldo de R$ 433,140 bilhões ao final de março, leve aumento de 0,3% ante dezembro e de 4,9% em um ano. Empréstimos para infraestrutura somaram R$ 82,652 bilhões, estável no trimestre e 4,7% maior em 12 meses.

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A Caixa fechou março com patrimônio líquido de R$ 77,854 bilhões, montante 20,6% superior ao visto em um ano. Em relação ao mesmo período de 2017, foi identificada alta de 9,1%. Seu retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) alcançou 14,79% no primeiro trimestre, 1,93 ponto porcentual maior ante o quarto trimestre do ano passado e 7,18 p.p. superior em um ano.

Os ativos totais do banco público foram a R$ 1,271 trilhão de janeiro a março, cifra 0,8% inferior em um ano. No comparativo trimestral, foi registrado incremento de 0,9%. A Caixa realiza coletiva de imprensa, às 10 horas, para comentar os resultados do primeiro trimestre. 

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