Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Para segurar o dólar, BC vende US$ 1,5 bilhão de reservas internacionais

Autoridade monetária entra no mercado duas vezes para segurar a cotação do dólar para patamar menor de R$ 5,50

Sandra Manfrini, Fabrício de Castro e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2021 | 14h23
Atualizado 25 de fevereiro de 2021 | 20h38

BRASÍLIA e SÃO PAULO - Para segurar a cotação do dólar, o Banco Central vendeu US$ 1,535 bilhão das reservas internacionais brasileiras em dois leilões à vista nesta quinta-feira, 25. A ações do BC ocorreram entre 13h20 e 13h25, depois que a moeda americana chegou a R$ 5,51, e entre 15h37 e 15h42. Com os leilões, as cotações voltaram para menos de R$ 5,50.

Na primeira operação, foram vendidos US$ 920 milhões. Na segunda, US$ 615 milhões foram negociados. 

Na segunda-feira, o BC já tinha entrado no mercado para segurar o dólar com leilão de US$ 1 bilhão, mas por meio de outro instrumento. A intervenção foi feita por swap cambial, um tipo de contrato ligado ao câmbio que, ao ser negociado pelo BC, tem efeito equivalente à venda de dólares no mercado futuro. Como o mercado futuro da moeda americana é o mais líquido no Brasil, sempre que negocia swaps o BC acaba por afetar também as cotações do dólar à vista - utilizado em transações comerciais, remessas ao exterior e operações entre instituições financeiras, por exemplo. 

Nesta quinta, além dos fatores internos, os investidores estão temerosos com a aceleração da inflação na economia mundial, o que ajuda a fortalecer o dólar e pressionar os ativos de riscos pelo mundo.

As Bolsas em Nova York fecharam em forte queda e aqui, o Ibovespa teve recuo de 2,9%, com peso também dos papéis da Petrobrás ON e PN, que caíram 3,87% e 4,96% cada.

No noticiário, a diretora-executiva da Fitch Ratings, Shelly Shetty, afirmou que “a agenda de privatizações no Brasil está parada, o que ocorre particularmente nesta semana”, numa referência à intervenção na Petrobrás.

O presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, insistiu em teleconferência com analistas de mercado que os funcionários da empresa são um ativo que deve garantir a evolução da companhia, independentemente de quem assumir o comando da estatal. "A empresa tem pessoal, conhecimento tecnológico e capacidade de inovação para avançar", afirmou.

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