Antonio Lacerda|EFE
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Petrobrás estima impacto da redução do preço do diesel de R$ 350 milhões em receita

Nesta quarta-feira, a estatal anunciou redução do preço do diesel em 10% por 15 dias

Luana Pavani e Fernanda Nunes, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 09h33

A Petrobrás calcula que a redução do preço do diesel em 10%, anunciada na última quarta-feira, 23, será uma diminuição de receita em cerca de R$ 350 milhões, considerando o reajuste no combustível e também a expectativa de vendas no período de 15 dias. Os sucessivos aumentos do diesel desde o ano passado foram o motivo do protesto organizado pelos caminhoneiros.

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"A companhia está atuando para evitar reduções de carga ou, em situações extremas, parada de alguma de suas refinarias, seja em virtude de eventual risco de segurança de suas instalações, seja em virtude de potenciais limitações de escoamento", diz em comunicado ao mercado.

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Na nota, a empresa reitera que a medida é de caráter excepcional e não representa mudança na política de preços, e que a decisão tomada pela diretoria executiva levou em consideração "os impactos negativos da greve para a população e para as operações da empresa."

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Nesta manhã, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse na Rádio Eldorado que as manifestações dos motoristas autônomos devem ser suspensas nesta tarde, desde que o projeto que prevê zerar, até o fim de 2018, o PIS-Cofins que incide sobre o óleo diesel seja aprovado pelo Senado. Há encontro marcado para às 14h entre governo e a associação, no qual a decisão sobre a continuidade dos protestos será comunicada.

A conta da queda da receita com a venda do produto já havia sido revelada pelo presidente da companhia, Pedro Parente, e o diretor de Gás e Refino, Jorge Celestino, em encontro com a imprensa, ontem à noite. Parente ainda defendeu a redução dos tributos que incidem sobre o combustível como um meio de reduzir o preço do produto definitivamente.

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Parente considerou que não será preciso que o governo ressarça a empresa por interferência política na gestão, como prevê o estatuto social da companhia, em casos de imposições feitas pela União na definição dos preços dos combustíveis. "Não vejo nenhum arranhão na liberdade da empresa em praticar seus preços. Não vejo que a independência e a autonomia tenham sido arranhadas. A Lei do petróleo exige a liberdade de preços e temos que operar com o quadro legal do País e suas regulamentações", acrescentou.

Como anunciado ontem à noite, a redução de 10% é equivalente a R$ 0,2335 por litro, o valor médio do diesel comercializado em suas refinarias. Com isso, o preço médio de venda da Petrobrás nas refinarias e terminais sem tributos será de R$ 2,1016 por litro a partir desta quinta-feira. Este preço será mantido inalterado por período de 15 dias. Após este prazo, a companhia retomará gradualmente sua política de preços aprovada e divulgada em 30 de junho de 2017.

Preços. A estatal anuncia que, com o reajuste que entrará em vigor amanhã, 25, , o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias será de R$ 2,0160, com queda de 0,72% em relação à média atual de R$ 2,0306. Essa é a terceira queda consecutiva anunciada pela empresa. Já o valor médio nacional do litro do diesel A recuou 8,95%, para R$ 2,1016, ante a medida atual de R$ 2,3083.

Em entrevista a Rádio Eldorado, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, afirmou que as manifestações dos motoristas autônomos devem ser suspensas nesta tarde, desde que o projeto que prevê zerar, até o fim de 2018, o PIS-Cofins que incide sobre o óleo diesel seja aprovado pelo Senado.

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