Jonathan Ernst/ Reuters
Jonathan Ernst/ Reuters

Registros sugerem que 4 aumentos de juros não destruiriam empregos nos EUA

Previsão de alguns bancos americanos é que aumento de juros aconteçam até em 5 ocasiões em 2022

Matheus Andrade, O Estado de S. Paulo

30 de janeiro de 2022 | 22h01

Para a Oxford Economics, os mercados financeiros embarcaram em outra montanha-russa nesta semana, animados por uma reunião de política do Federal Reserve (Fed) que deixou mais perguntas do que respostas. Em relatório, a consultoria aponta que nenhuma grande surpresa surgiu do encontro, mas que ele estimulou um frenesi de especulações sobre o que o Fed deveria fazer para conter a inflação em meio a uma economia em desaceleração.

"Alguns acreditam que o Fed já está atrás da curva e um movimento mais agressivo em direção ao aperto do que o indicado pelos quatro aumentos das taxas atualmente previstos para este ano é claramente necessário", aponta. Por outro lado, parte das avaliações são de que a economia, já atolada em uma fase fraca, está fraca demais para resistir a quatro aumentos de juros em 2022, o que poderia matar empregos. "Uma olhada no registro recente, no entanto, sugere que seria preciso mais do que isso para sufocar a recuperação de empregos", afirma a Oxford Economics.

Os dados de inflação recebidos mais recentemente nos Estados Unidos apoiam o caso de um aperto mais agressivo do Fed e aumentaram o risco de que isso ocorra, aponta a consultoria. Mas um movimento mais brando dá tempo ao Fed para digerir novas informações sobre preços, empregos e, mais importante, o caminho da pandemia antes de tomar medidas mais dramáticas, pondera o relatório.

"Há sinais de que os problemas de abastecimento estão diminuindo e o enorme acúmulo de estoque nos varejistas durante o quarto trimestre pode refletir algumas remessas que não chegaram a tempo para a temporada de festas. Se assim for, pode haver algum desconto de preço a caminho, tirando um pouco do pico da inflação", avalia.

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