Jonathan Ernst/Reuters
Jonathan Ernst/Reuters

Trump confirma imposição de tarifa sobre US$ 34 bi em produtos da China

Donald Trump acirra tensões comerciais com a China ao impor tarifa de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses a partir desta sexta-feira

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2018 | 20h15

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu prosseguimento à escalada nas tensões comerciais com a China ao afirmar nesta quinta-feira, 5, que não abre mão de impor tarifa de 25% sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses a partir desta sexta-feira, 6. As barreiras começam a vigorar à 1h01 (de Brasília). Além disso, o republicano informou que, em duas semanas, outros US$ 16 bilhões em bens da China serão alvo de tarifação.

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Nas contas de Trump, o total de barreiras contra produtos chineses pode chegar a US$ 550 bilhões. No início do ano, foram implementadas tarifas sobre máquinas de lavar e painéis solares, que tiveram a China como um dos principais alvos. Além disso, entre março e maio, o aço e o alumínio chineses também foram tarifados pelos EUA. Pequim retaliou as barreiras americanas sobre metais e, com isso, o governo americano anunciou, no mês passado, que colocaria tarifa de 10% sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses que ainda seriam especificados. Além disso, Trump ameaçou: se nos retaliarem de novo, mais US$ 200 bilhões seriam tarifados.

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As barreiras que entram em vigor nesta sexta-feira e em duas semanas, que totalizam US$ 50 bilhões em produtos chineses, têm como justificativa o roubo de propriedade intelectual americana, de acordo com o governo Trump. Uma lista de tarifas de 25% sobre mais US$ 100 bilhões em produtos chineses está sendo preparada pelo representante comercial americano, Robert Lighthizer, e será divulgada em breve.

De acordo com o Goldman Sachs, a Casa Branca ameaçou impor tarifas sobre pouco menos de US$ 800 bilhões em produtos chineses. Apesar das ameaças, o total de produtos tarifados soma, atualmente, US$ 55,7 bilhões e, nesta sexta-feira, passará a ser de US$ 89,7 bilhões em bens chineses.

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