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Lucas Jackson /Reuters
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Dólar interrompe série de altas e cai, mas ainda fecha acima de R$ 3,50

Banco Central ampliou intervenção no mercado de câmbio e a moeda norte-americana fechou em baixa de 0,74%, para R$ 3,51; na semana, contudo, a valorização acumulada foi de 2,72%

Fabrício de Castro,Márcio Rodrigues, Agência Estado

07 de agosto de 2015 | 12h50

Texto atualizado às 16h50

Após o dólar ter subido por seis sessões consecutivas no Brasil, o mercado de câmbio finalmente encontrou nesta sexta-feira, 7, uma justificativa para realizar lucros (vender moeda). E ela veio do Banco Central, que ampliou a intervenção no mercado de câmbio. Isso fez o dólar fechar em baixa ante o real hoje, mas ainda assim cotado acima dos R$ 3,50. A moeda norte-americana encerrou em baixa de 0,74%, aos R$ 3,51. Na semana, porém, acumulou alta de 2,72%.

O dólar cedeu ante o real durante a maior parte do dia, tendo subido apenas durante um curto período da manhã, com a expectativa dos investidores antes da divulgação dos dados de emprego nos EUA. Neste momento, às 9h38, o dólar chegou a marcar a máxima de R$ 3,5670 (+0,88%).

Divulgados os dados americanos, mostrando a criação de 215 mil vagas de emprego em julho, em linha com a previsão, o dólar voltou a perder força no Brasil - e também no exterior. O movimento ocorreu porque investidores deram ênfase ao fato de a renda média dos trabalhadores do setor privado ter subido apenas 0,2% em julho, o que foi interpretado como um sinal de que a inflação poderá continuar enfraquecida. No limite, isso pode adiar a alta de juros nos EUA - evento que, quando ocorrer, pode reduzir o fluxo de recursos para países como o Brasil.

Na mínima da sessão, vista às 11h52, a moeda americana marcou R$ 3,4920 (-1,24%). Depois, durante a tarde, ainda houve alguma volatilidade em função das notícias de que o vice-presidente Michel Temer teria pedido à presidente Dilma Rousseff para sair da coordenação política. A informação foi posteriormente desmentida pelo próprio Temer, por meio do Twitter.

Em meio a tudo isso, a inflação oficial de julho foi relegada ao segundo plano. O IPCA subiu 0,62% em julho, ante 0,79% em junho, levemente acima da mediana encontrada pelo AE Projeções (+0,60%). A alta foi a maior para o mês desde 2004, quando o avanço foi de 0,91%. Com o resultado, o IPCA acumula altas de 6,83% no ano e de 9,56% em 12 meses.

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