Dólar sobe ante o real, acompanhando desempenho no exterior

Expectativa para os mercados domésticos é de liquidez reduzida, em função do feriado na cidade de São Paulo na quinta-feira

Olívia Bulla, Agência Estado

13 de junho de 2014 | 10h36

O dólar iniciou o pregão desta sexta-feira mantendo ante o real o viés positivo que prevalece no exterior. Ainda assim, a expectativa para os mercados domésticos é de liquidez reduzida, já que na quinta-feira, 12, foi feriado na cidade de São Paulo, e hoje muitos players ainda podem estar de fora das operações.

Por volta das 10h34, o dólar à vista valia R$ 2,2400, perto da máxima do dia, em alta de 0,315.

Nas negociações com câmbio, ontem, encerradas quatro horas antes do normal por causa da abertura da Copa do Mundo, o dólar terminou em R$ 2,2330, pouco abaixo do fechamento de quarta-feira, a R$ 2,2360 - alta de 0,4%. Nas últimas seis sessões, a moeda dos EUA só subiu na quarta-feira, 11, e acumula desvalorização de 2,06% ante o real nesse período.

O mercado doméstico de câmbio ainda espera por detalhes do programa de swap cambial, a partir de 1º de julho, e acredita que o BC esteja aguardando a reunião do Federal Reserve, na próxima semana, para definir o volume da oferta diária de hedge - hoje em torno de US$ 200 milhões. Além disso, os negócios com dólar monitoram as captações externas feitas por empresas brasileiras. O Banco do Brasil confirmou, na quarta-feira, que captou o valor US$ 2,5 bilhões em bônus perpétuos. Segundo o banco público, a demanda chegou a US$ 12,2 bilhões. Já a JBS confirmou, também na noite de quarta-feira, a emissão de US$ 750 milhões em bônus de dez anos e cupom de 5,875%.

Também internamente, o Banco Central informou nesta manhã que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que é visto como uma espécie de prévia do PIB, subiu 0,12% em abril ante março, ficando abaixo da mediana estimada, após levantamento do AE Projeções, de +0,16%. Já no confronto com abril de 2013, o indicador caiu 2,29%, resultado pior que o esperado pela mediana das previsões, de -1,80%.

Apesar de o intervalo das projeções coletadas não apontar para um consenso entre os economistas em relação à direção do IBC-Br - com estimativas tanto para o campo negativo, como de estabilidade e alta - os números divulgados hoje pelo BC confirmam que a atividade seguiu fraca e em desaceleração no início deste trimestre. Com isso, os dados reforçam a aposta em estabilidade da taxa Selic em 11% até o fim de 2014.

No exterior, a escalada da violência no Iraque retrai o apetite por risco, à medida que insurgentes sunitas conquistam mais cidades iraquianas e marcham até Bagdá. Esse novo risco geopolítico ofusca a melhora da atividade na China em maio, com a produção industrial crescendo dentro do previsto e as vendas no varejo avançando mais que o esperado.

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