Juan Ignacio Roncoroni/EFE
Juan Ignacio Roncoroni/EFE

Indicadores argentinos recuam após anúncio de controle de capitais

Nesta segunda-feira, papéis do governo atingiram mínima recorde, ações do setor financeiro operavam em queda e risco país superou os 2.500 pontos após presidente Macri limitar a compra de dólares

Reuters

02 de setembro de 2019 | 12h06

LONDRES/BUENOS AIRES - Os títulos internacionais da Argentina em euro e dólar caíam para mínimas recordes nesta segunda-feira, enquanto as ações ligadas a instituições do setor financeiro cediam e o prêmio de risco avançava, após o presidente Mauricio Macri, no domingo, voltar a impor controles de capital, à medida que se agrava a crise de dívida no país. 

A surpresa com a medida de Macri, que havia revertido muitas práticas protecionistas de sua antecessora, Cristina Kirchner, veio depois de o governo não conseguir conter fortes saídas de investimentos e sustentar o peso, que entrou em queda livre.

O banco central argentino foi autorizado a restringir compras de dólares, ao mesmo tempo em que queima suas reservas para sustentar a moeda. Os investidores se preocupam com a possibilidade de que, uma vez que os controles estejam em vigor, eles sejam difíceis de ser retirados, possivelmente deixando a Argentina com uma economia mais uma vez distorcida pela intervenção do governo. O FMI anunciou ontem que analisava a medida

O peso argentino perdeu mais de um terço do seu valor em 2019, após uma queda de mais de 50% no ano passado. O banco central gastou quase US$ 1 bilhão de dólares em reservas desde quarta-feira, mas não conseguiu conter a queda do peso.

Além dos papéis do governo terem despencado, os prêmios de risco exigidos pelos investidores para manter em carteira os títulos em dólar da Argentina disparavam para 2.534 pontos-base pelo índice do JPMorgan de títulos de mercados emergentes em moeda forte. O patamar é semelhante ao visto pela última vez após o grande default em 2001.

 

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