Randall Hill/Reuters - 13/02/2017
Randall Hill/Reuters - 13/02/2017

Boeing tem prejuízo acima do esperado no 4ª trimestre de 2021

A receita da fabricante de aviões americana foi de US$ 14,8 bilhões no trimestre passado, abaixo dos US$ 15,3 bilhões registrados no ano anterior; prejuízo líquido foi de US$ 4,1 bilhões

Gabriel Caldeira, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2022 | 17h41

A Boeing informou nesta quarta-feira, 26, que teve prejuízo líquido de US$ 4,1 bilhões no quarto trimestre do ano passado. A quantia equivale a perdas de US$ 7,02 por ação - ou US$ 7,69, em termos ajustados — bem acima da estimativa de analistas, que esperavam prejuízo de US$ 0,36 por ação. Porém, o prejuízo por ação de outubro a dezembro de 2021 foi 50,8% menor em relação ao mesmo período de 2020.

A receita da fabricante de aviões americana foi de US$ 14,8 bilhões no trimestre passado, abaixo dos US$ 15,3 bilhões registrados no ano anterior e contrariando a expectativa de alta a US$ 16,5 bilhões de analistas.

Entre pontos positivos do balanço, a Boeing relatou um fluxo de caixa livre positivo de US$ 494 milhões, se recuperando do resultado negativo de US$ 4,3 bilhões há um ano. Neste caso, analistas esperavam fluxo de caixa negativo de US$ 111,6 milhões. A empresa ainda aumentou a produção mensal de aviões do modelo 737 MAX, de 19 a 26.

Com a divulgação dos resultados, a ação da Boeing subia 0,47% no pré-mercado das bolsas de Nova York, às 09h59 (de Brasília). O papel da empresa chegou a cair mais de 2% logo após o balanço sair, mas o recuo foi contido nos minutos seguintes. Entretanto, na tarde desta quarta-feira, a ação da empresa registrava queda de 2,5% às 17h.

Carros voadores

Depois de desfazer uma parceria global com a Embraer, a Boeing anunciou que vai investir mais de US$ 450 milhões para estimular a criação de carros voadores autônomos da startup Wisk.  

Controlada pela própria Boeing e pela Kitty Hawk, a startup foi lançada por Larry Page, cofundador do Google e está entre as dezenas de empresas que desenvolvem aeronaves elétricas de decolagem e aterrissagem verticais (e-VTOL). No produto da empresa se diferencia por ter funcionamento autônomo, ou seja, sem pilotos. Porém, a abordagem tecnológica deve fazer o veículo chegar ao mercado depois dos rivais.

 

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