Wilton Júnior/Estadão - 4/10/2013
Wilton Júnior/Estadão - 4/10/2013

Oi rebatiza negócio de fibra óptica antes de chegada do BTG Pactual

Em julho, empresa acertou venda de 57,9% da empresa, por R$ 12,9 bilhões, para fundos controlados pelo banco; antiga Infraco ganhou nome de V.tal

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2021 | 05h00

Considerada peça-chave do plano estratégico da Nova Oi, a subsidiária de fibra óptica Infraco ganhou um novo nome – V.tal (fala-se Vital) – e uma nova estrutura corporativa para atuar de modo independente. A subsidiária está entrando no modo de operação solo mesmo antes da chegada dos novos sócios.  Em julho, a Oi acertou a venda de uma fatia majoritária de 57,9% da subsidiária para fundos controlados pelo BTG Pactual, por R$ 12,9 bilhões. A tele permanecerá como sócia minoritária, com 42,1%. A transação aguarda aval de Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com previsão de ser concluída ainda este ano.

A partir daí, serão escolhidos os executivos para a V.tal, como o CEO. Até aqui já foram definidos o diretor comercial – Pedro Arakawa, ex-diretor de atacado da Oi – e o diretor financeiro – Alexandre Wolynec, que estava à frente de redes e tecnologia na TIM até fevereiro.

A V.tal terá sede em São Paulo e CNPJ próprio. Para evitar confusão entre ativos e transmitir mais segurança ao mercado, está sendo montado um comitê de “neutralidade”, que terá profissionais de mercado independentes, sem ligação nenhuma com a operadora, o que vale para a própria Oi.

“Estamos começando a operação de maneira separada, com governança própria”, afirmou Arakawa, durante entrevista coletiva à imprensa. O executivo observou que os provedores regionais estão em franco crescimento e que a V.tal quer fazer parte desse mercado com a oferta de suas redes. “Os provedores independentes são veículos importantes para levar o acesso à fibra para todo o País. E, com certeza, vamos ajudar a ampliar a sua operação.”

O presidente da Oi, Rodrigo Abreu, também buscou enfatizar a mesma mensagem. “A neutralidade e a independência são garantidas desde já”, disse.

A nova empresa herda uma rede de 400 mil quilômetros de fibra óptica da Oi e contratos de cessão de infraestrutura com 260 provedores de banda larga de todo o País. A própria Oi é a maior cliente.

Ao segregar a subsidiária e buscar um sócio, a Oi buscou obter um alívio nos pesados investimentos para expansão da rede, concentrando-se na prestação do serviço de banda larga para o consumidor final. 

A Oi terá algumas vantagens em seu contrato de uso de redes da V.tal pelo fato de ser um cliente- âncora, mas não por ser acionista, apontou Abreu. Entre as vantagens, está a exclusividade para uso da rede durante um certo período, para lançamento de serviços em novas regiões. 

Tudo o que sabemos sobre:
OiBTG PactualFibra Ópticatelefonia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.