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Tim descarta negociar a Oi no curto prazo

A Oi está em recuperação judicial desde junho de 2016, com R$ 65 bilhões em dívidas com cerca de 55 mil credores, e ainda não foi capaz de aprovar um plano consensual de reestruturação

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2017 | 21h09

O diretor presidente da TIM, Stefano de Angelis, disse que a companhia não vai considerar potenciais investimentos na compra e na fusão com a Oi antes de 2019, dado o cenário de completa incerteza na concorrente. A Oi está em recuperação judicial desde junho de 2016, com R$ 65 bilhões em dívidas com cerca de 55 mil credores, e ainda não foi capaz de aprovar um plano consensual de reestruturação.

"Antes eu dizia que não voltaríamos a olhar antes da segunda metade de 2018. Agora ficou para 2019", comentou o executivo a jornalistas nesta sexta-feira, 8, citando a indefinição nos rumos da recuperação. "Há muitos atores envolvidos no processo, mas não vemos uma entidade na liderança. Não sabemos qual será o caminho".

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De Angelis apontou o baixo nível de investimentos internos da Oi nas redes 4G, fato que tem gerado uma perda de competitividade da companhia frente às outras operadoras.

Apesar disso, De Angelis frisou que vê a Oi como uma empresa saudável, com a dívida alta associada a problemas de ordem financeira e não em suas atividades no mercado de telecomunicações. "No último ano não vimos dificuldades comerciais da Oi", pontuou. 

4G. A TIM Brasil vai fechar 2017 com 3 mil cidades cobertas pelas redes de internet rápida em 4G, um crescimento relevante em comparação com o fim de 2016, quando a cobertura chegava a 1 mil cidades.

"Há dois anos, não chegávamos a 3 mil cidades nem com a rede 3G. Isso mostra o quanto é rápida e abrangente a expansão da tecnologia 4G", afirmou Stefano de Angelis.

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O executivo acrescentou que a oferta de conexões por meio da frequência 700 mhz já chegou a 750 cidades. Essa frequência ajuda a expandir a velocidade das navegação. "Teremos um salto enorme na qualidade da experiência dos consumidores e da nossa competitividade no mercado", estimou.

De Angelis mencionou que 70% dos novos clientes da operadora aderem a ofertas geradoras de faturamento recorrente, como nos planos pós-pagos, que asseguram maior estabilidade aos níveis de receita da companhia. "O crescimento da TIM está baseado na migração de clientes para os planos Controle", afirmou.

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Ele lembrou ainda da revisão do portfólio pós pago destinados a clientes de renda mais elevada, com a oferta dos planos Black.

Por fim, o executivo reforçou a estratégia para 2018, focada na digitalização dos processos internos, ganhos de eficiência e, principalmente, a melhora da qualidade dos serviços aos consumidores. "Isso será um diferencial", frisou.

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