Rafael Arbex/ Estadão
Rafael Arbex/ Estadão

Hospitais particulares alertam para o risco de desabastecimento

Instituições como Sírio Libanês e Albert Einstein já são afetadas pela greve dos caminhoneiros

Ana Paula Niederauer, O Estado de S.Paulo

28 Maio 2018 | 14h34

SÃO PAULO - A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) fez uma carta neste domingo, 27,e alertou para os problemas da atual situação de distribuição de insumos nos hospitais em todo o País, por causa da greve dos caminhoneiros.

Segundo a entidade, que representa 107 hospitais associados, o bloqueio das estradas já prejudica  o transporte de insumos hospitalares, o que afeta cirurgias, pacientes internados em UTI, atendimentos de emergência.

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De acordo com a associação, alguns hospitais particulares do Brasil têm cancelado cirurgias eletivas (não emergenciais) para que se possa garantir os atendimentos de urgência e emergência.

A nota chama a atenção também para a alimentação dos pacientes que já precisa de adaptações por problemas na distribuição de alimentos frescos, além da coleta de lixo hospitalar que já está afetada, causando problemas na estocagem de lixo nos hospitais.

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A carta da associação é assinada por hospitais de referência, como o Oswaldo Cruz, Hospital BP (Beneficência Portuguesa), Sírio-Libanês e o Israelita Albert Einstein.

Segundo a Anahp, a partir desta semana, os hospitais não conseguirão mais garantir o acesso e a continuidade do cuidado dos pacientes que necessitarem de tratamento, se nenhuma medida imediata for adotada. Prontos-socorros correm o risco de fecharem as portas.

A Secretaria Municipal de Saúde em SP (SMS) informou que serão adiadas as cirurgias eletivas  marcadas para esta segunda-feira nos hospitais municipais de São Paulo, diante da necessidade de reservas de insumos para os atendimentos de urgência e emergência.  Segundo a pasta, todos os pacientes com procedimentos agendados serão avisados e terão as cirurgias remarcadas. Também serão suspensas a remoção de pacientes para exames eletivos e os exames de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). 

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Além disso, os hospitais municipais têm oxigênio até esta segunda-feira e o combustível para o transporte de medicamentos está garantido até quarta-feira, 30.

Em Presidente Prudente (SP), as cirurgias sem emergência estão suspensas. O hospital também cancelou o atendimento não-prioritário no Pronto Socorro e, em nota, pede que a população que só procure o PS "nos casos de extrema necessidade". Medicamentos e insumos estão quase no fim. Ou no "estoque do limite mínimo", segundo a nota.

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Medicamentos também começam a rarear na Santa Casa de Dracena, a maior cidade da Alta Paulista. O hospital, no entanto, ainda não suspendeu o atendimento de urgência no Pronto Socorro. Sem combustível, a Santa Casa não poderá transferir pacientes graves para Presidente Prudente.

O atendimento em serviços públicos de saúde em Brasília está restrito a procedimentos de urgência e emergência. A medida teve início no fim de semana e deverá ser reavaliada nesta segunda-feira, numa reunião marcada para esta tarde.

Todos os postos de saúde estão fechados, consultas ambulatoriais, vacinação e outros procedimentos simples, além de cirurgias agendadas, terão de ser remarcadas. Profissionais de saúde que atendiam nestes serviços foram realocados para hospitais, para reforçar o atendimento de emergência.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, há medicamentos e outros materiais suficientes para atendimento de pacientes. Ambulâncias também estão abastecidas e os veículos têm prioridade no abastecimento em postos conveniados./ Colaboraram Lígia Formenti e Sandro Villar

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