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Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Mercados internacionais fecham em queda com risco de alta da inflação na China e EUA

Investidores temem que uma alta da inflação resulte em um aperto da política monetária pró-estímulos de algumas das principais economias do mundo

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam sem sentido único nesta terça-feira, 11, com os mercados globais impactados por temores de inflação, principalmente na China e nos Estados Unidos, que pode vir acompanhada de um endurecimento das políticas monetárias pró-estímulos das principais economias do mundo.

Divulgado na noite de ontem, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China deu um salto anual de 6,8% em abril, o maior desde outubro de 2017. Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) americano, que vai ser publicado amanhã, pode vir com alta mensal de 0,20%, segundo a mediana do Projeções Broadcast.

Apesar de garantias do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que manterá sua postura acomodatícia e dos fracos dados do mercado de trabalho americano da semana passada, investidores voltaram a ponderar as chances de que um forte avanço nos preços force os bancos centrais a reverterem as agressivas medidas de estímulo monetário que adotaram em reação aos efeitos da pandemia.

"Investidores parecem ter deixado o relatório de emprego (dos EUA) para trás e continuam a focar a narrativa de inflação, com a alta dos preços das commodities e a escassez de semicondutores em jogo", comentou Jun Rong Yeap, estrategista de mercado do IG.

Ainda na agenda de indicadores, o índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu 70,7 pontos em abril para 84,4 pontos em maio, no maior nível em mais de 20 anos, segundo dados divulgados hoje pelo instituto alemão ZEW. Para a Pantheon Macroeconomics, o avanço do indicador mostra que a pandemia está no "retrovisor" dos investidores do país europeu. "Temos poucas dúvidas de que, em breve, a atividade econômica aumentará significativamente, à medida que as restrições forem suspensas", prevê o economista-chefe para zona do euro da consultoria, Claus Vistesen.

Bolsas de Nova York

A pressão inflacionária pesou no mercado de Nova York, com os índices amargando perdas. O Dow Jones caiu 1,36%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq tiveram recuos de 0,87% e 0,09% cada. O temor de alta da inflação, um dos sinais de retomada econômica, favoreceu os títulos do Tesouro americano, que ganham com as projeções de retomada dos EUA. O rendimento do papel com vencimento para dez anos subiu 1,617%, enquanto o de vencimento para trinta anos teve ganho de 2,354%.

Bolsas da Europa

No continente europeu o clima foi de queda, com os investidores atentos ao avanço da inflação. O índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, teve baixa de 1,97%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 2,47%, Paris recuou 1,86% e Frankfurt perdeu 1,82%, apesar do dado positivo do país alemão.

As Bolsas de Milão, Madri e Lisboa também tiveram quedas de 1,64%, 1,72% e 1,82%

Bolsas da Ásia

As quedas foram expressivas na Ásia, com os mercados em sintonia com o recuo dos índices de Nova York no dia anterior. A Bolsa de Tóquio sofreu um tombo de 3,08%, enquanto a de Hong Kong caiu 2,03% e Seul teve baixa de 1,23%. O índice de Taiwan também cedeu 3,79%. Na contramão, os índices chineses de Xangai e Shenzhen subiram 0,40% e 0,36% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, em queda de 1,06% após fechar em nível recorde no pregão anterior

Petróleo

petróleo encerrou a sessão desta terça em alta, diante de gargalos na oferta de derivados da commodity energética na Costa Leste dos EUA, por conta do fechamento de um dos maiores gasodutos do país, após um ataque cibernético. Segundo reportagem da Dow Jones Newswires, é possível que o canal complete uma semana fechado e seja reaberto apenas no próximo fim de semana.

A notícia anima, pois pode ajudar a diminuir a oferta do ativo no mercado, em um momento no qual a demanda está seriamente afetada pela pandemia. O petróleo WTI com entrega prevista para junho fechou em alta de 0,55%, a US$ 65,28, enquanto o do Brent para julho avançou 0,34%, a US$ 68,55. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, IANDER PORCELLA E SERGIO CALDAS

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