Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Servidores ameaçam atrasar execução do Orçamento deste ano e envio referente a 2023 ao Congresso

Caso o governo não aceite abrir negociação, o calendário de protestos será ampliado

Antonio Temóteo e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2022 | 16h54

BRASÍLIA - Os servidores da carreira de Planejamento, Orçamento e Gestão realizam nesta sexta-feira, 8, uma paralisação das 14h às 18h e cruzarão os braços novamente na próxima terça-feira, 12.

Segundo a Assecor, que representa a categoria, caso o governo não aceite abrir negociação, o calendário de protestos será ampliado. Como consequência, a execução do Orçamento de 2022 pode ser afetada e atrasar o envio ao Congresso, até 15 de abril, do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2023.

Segundo o presidente da Assecor, Márcio Gimene de Oliveira, os servidores defendem a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas no governo Jair Bolsonaro (PL), que chegam a 28%. Além disso, defendem a publicação do decreto que regulamentará o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal.

Uma nova assembleia da categoria está marcada para a próxima terça e novas paralisações podem ser agendadas.

“Durante a próxima paralisação vamos fazer uma reunião para avaliar se houve alguma evolução na pauta de reivindicações. Se não recebermos uma proposta do governo, vamos agendar novas paralisações. A elaboração do Projeto de Lei Orçamentária 2023 também pode ser afetada ”, disse. 

Os servidores do Banco Central estão em greve desde o dia 1º de abril. As divulgações de indicadores do órgão foram suspensas e o sindicato dos servidores do BC já ameaçou interromper o Pix caso o presidente Jair Bolsonaro decida por dar aumento apenas para as categorias policiais.

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