Nelson Andrade
Nelson Andrade

Polícia do Exército vai a refinaria buscar combustível para Forças Armadas

Segundo o Comando Militar do Leste, operação nada tem a ver 'com a natureza do emprego determinado pelo presidente da República'

Fábio Grellet e Denise Luna, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2018 | 17h09

RIO - Uma tropa da Polícia do Exército chegou à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, por volta das 15h15 desta sexta-feira, 25, mas não para desobstruir o bloqueios dos motoristas de caminhão, e sim para escoltar um caminhão-tanque de combustível destinado ao próprio Exército. A tropa saiu às 16h40.

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Segundo o Comando Militar do Leste, essa operação nada tem a ver "com a natureza do emprego determinado pelo presidente da República". Na tarde desta sexta-feira, o presidente Michel Temer anunciou ter acionado as forças nacionais de segurança para desobstruir rodovias e encerrar bloqueios realizados por caminhoneiros ainda em greve.

A Petrobrás não se pronunciou sobre a ida do Exército à refinaria. No fim da manhã, policiais militares do 15º Batalhão (Duque de Caxias) chegaram às imediações da Reduc para tentar interromper o bloqueio feito por caminhoneiros ao redor da refinaria. Apesar disso, às 16h45 os caminhoneiros continuavam bloqueando o acesso à refinaria.

Segundo o governo do Rio, a Polícia Militar está escoltando veículos necessários à manutenção de setores essenciais, como saúde, transporte de químicos para tratamento da água e funcionamento de aeroportos.

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Estágio de atenção. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR) informou que o município entrou em estágio de atenção às 16h30 desta sexta-feira devido aos bloqueios em rodovias de acesso ao Rio no funcionamento dos serviços de infraestrutura urbana, em especial na área de transportes.

Com a manutenção da greve dos caminhoneiros, o desabastecimento de combustível já afeta drasticamente a mobilidade no município, segundo o COR. O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa que um ou mais incidentes impactam, no mínimo, uma região, provocando reflexos relevantes na mobilidade dos moradores do Rio.

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