Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Temer diz acreditar que Selic cairá para um dígito

Presidente afirmou que a expectativa é que juros continuem caindo ‘paulatinamente’ e de maneira responsável

Álvaro Campos, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2017 | 18h28

PRAIA GRANDE - Depois de comemorar a queda na inflação de quase 10% para 6,5%, em oito meses de governo, o presidente Michel Temer disse acreditar que os juros no Brasil vão cair de dois para um dígito, gradativamente. 

Temer disse que não queria dar palpite na política monetária, mas que acreditava nessa trajetória de queda. “Os juros muito altos dificultam investimentos. Eles caíram 0,75 ponto ontem (quarta-feira) e devem continuar caindo”, comentou, lembrando que a meta é que a inflação fique em 4,5% este ano.

“Há a expectativa - nada está dado ainda - de que os juros caiam paulatinamente, de maneira responsável”, afirmou. Segundo ele, isso foi possível graças à queda da inflação, que ficou dentro da meta no ano passado. E lembrou que a queda da Selic já está dando resultado, tanto que vários bancos já anunciaram redução dos juros ao consumidor. A declaração foi dada ontem na inauguração de uma escola com o nome do irmão dele, Fued Temer, falecido em 1995, em Praia Grande (SP).

O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (PSDB), contou que apesar de Fued não ter nenhuma relação direta com o município, o objetivo era homenagear professores universitários, como é o caso dele, que foi professor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

Crise nos presídios. Questionado sobre a situação nos presídios, Temer afirmou que a realidade hoje no Brasil “infelizmente ainda é de insegurança” nessa questão. Segundo ele, apesar de a segurança ser uma função primordialmente do governo do Estado, a União está ajudando e recentemente anunciou a construção de cinco presídios federais, além de verbas para que os governadores construam mais um presídio por Estado. 

Ele também disse que é preciso investir mais em educação para que não haja necessidade de investir tanto em segurança. “Diferentemente do que costumam dizer, nós estamos revalorizando o orçamento da Educação e da Saúde”, afirmou.

O presidente voltou a dizer que a reforma do ensino médio é fundamental e que o Brasil precisa de unificação e pacificação da sociedade. “Em pouquíssimo tempo, conseguimos realizar boas coisas no País. Somos um governo reformista”, declarou.

Em sua gestão, lembrou, o Congresso aprovou um dos projetos mais caros ao Planalto, o de teto dos gastos, que limita o crescimento das despesas da União por duas décadas. 

Temer prometeu que, após a aprovação da reforma da Previdência e da trabalhista, o governo começará a pensar em novas reformas, como a federativa, que vai dar mais autonomia para Estados e municípios. “É lógico que isso depende de estudos, mas eles já estão sendo feitos.”

Um grupo de aproximadamente 30 pessoas recebeu o presidente no evento com um pequeno protesto, gritando palavras de ordem contra o que eles consideram “perdas de direitos”.

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