Marcelo Camargo/Agência Brasil - 23/4/2019
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 23/4/2019

Ministra da Agricultura começa viagem pela Ásia com divulgação de café brasileiro

Comitiva da pasta apresentou cafés especiais em evento em Tóquio; Japão é o quarto destino das exportações do produto nacional

Isadora Duarte, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2019 | 15h46

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou nesta sexta-feira da promoção de cafés especiais nacionais na UCC Coffee Academy, reconhecida escola de barismo de Tóquio pertencente à Ueshima Coffee Company (UCC), maior torrefadora do Japão.

Segundo o ministério, mais de 100 convidados degustaram amostras de cafés com aromas diferenciados, como do cerrado mineiro. "A ideia é aumentar o consumo do produto pelo Japão e demais países da Ásia, continente considerado a nova fronteira para o mercado do café", afirma a nota.

Em nota, a pasta informou que o Japão é o quarto maior comprador do café brasileiro, ficando atrás de Estados Unidos (1º), Alemanha (2º) e Itália (3º). De janeiro a dezembro de 2018, os japoneses importaram 2.484.027 de sacas de 60 quilos, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.

Esta semana uma comitiva do Ministério da Agricultura iniciou uma viagem pela Ásia, onde tentará abrir mercados para o Brasil, principalmente no setor de proteína animal. "Vou chegar lá em meio a toda essa negociação (China e EUA) e vou fazer uma leitura do que isso pode representar para o Brasil, principalmente para a soja, que é nossa grande preocupação", afirmou Tereza Cristina na segunda-feira, 6. O País é concorrente dos EUA na exportação de soja para a China. 

A viagem inclui agendas no Japão, na China, no Vietnã e na Indonésia, para uma série de encontros com autoridades e investidores estrangeiros. A ministra também deve participar de eventos para promover cafés especiais brasileiros n China - o mercado chinês de café é um dos que mais crescem no mundo. A comitiva deve voltar para o Brasil no dia 21.

Volume exportado de café é o maior em cinco anos 

As exportações brasileiras de café somam 34 milhões de sacas de 60 quilos no acumulado da safra 2018/19 de café (julho a abril), de acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume, 30,4% acima do registrado no mesmo período da temporada anterior, é o maior dos últimos cinco anos. A receita cambial somou US$ 4,562 bilhões nesta safra, com aumento de 7% em relação a 2017/18. O preço médio, porém, caiu 17,9%, para US$ 133,87 por saca.

No acumulado da safra, o café arábica representou 28,1 milhões de sacas, alta de 23,4%; seguido pelo café solúvel, com 3,186 milhões de sacas, com aumento de 8,3%. O café robusta (conilon) voltou a ser destaque: as exportações cresceram 670,3%, para 2,710 milhões de sacas.

No acumulado do ano até abril, o tipo arábica representa 82,7% das exportações totais, o solúvel respondeu por 9,3% dos embarques e o robusta registra participação de 8% do volume total embarcado.

Tipos e destinos

No primeiro quadrimestre do ano, o Brasil exportou café para 111 países. Na lista dos dez principais destinos do café brasileiro no período estão os Estados Unidos, que importaram 2,4 milhões de sacas (18,4% das exportações); Alemanha, com 2,2 milhões de sacas (16,8%); e Itália, com 1,3 milhão de sacas (10%).

Na sequência estão: Japão, com 1 milhão de sacas (7,7%); Bélgica, com 730 mil sacas (5,6%); Turquia, com 435 mil sacas (3,3%); Reino Unido, com 395 mil sacas (3%); Rússia, com 329 mil sacas (2,5%); França, com 307 mil sacas (2,3%); e Canadá, com 300 mil sacas (2,3%).

Em relação aos cafés diferenciados, de janeiro a abril, o Brasil exportou 2,5 milhões de sacas, uma participação de 19,5% no volume total do café embarcado, e de 24,6% da receita cambial, gerando US$ 416 milhões. Na comparação com o mesmo período de 2018, o volume de cafés diferenciados enviado para o exterior apresentou crescimento de 43,4%. O principal destino de envio do tipo diferenciado são os Estados Unidos.

O Porto de Santos é por onde passou a maior parte das exportações no primeiro quadrimestre do ano, com 79,9% do volume exportado (10,5 milhões de sacas), enquanto o Porto do Rio de Janeiro aparece na sequência, com 12% dos embarques (1,6 milhão de sacas). 

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