Daniel Teixeira/ ESTADÃO
Daniel Teixeira/ ESTADÃO

Bradesco reduz juros do financiamento imobiliário para 7,30%

Corte acompanha o movimento de outras instituições; Bradesco lidera o ranking de desembolsos no setor entre os bancos privados

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2019 | 12h35

O Bradesco anunciou nesta segunda-feira, 30, a redução de juros no financiamento imobiliário. A taxa mínima passou de 8,20% ao ano mais taxa referencial (TR) para 7,30% ao ano mais TR. As novas condições valem a partir desta terça-feira.

O Bradesco explicou, em nota à imprensa, que a modalidade tem prazo de até 360 meses e permite a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O cliente pode financiar até 80% do valor do imóvel e o comprometimento máximo da renda líquida sobre o valor das prestações é de 30%. Segundo ranking da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), até o mês de agosto deste ano, entre aquisição e construção, o Bradesco desembolsou R$ 11,6 bilhões, liderando o ranking entre as instituições financeiras privadas do mercado em 2019.

A ofensiva do banco, que passa a ter a menor taxa mínima entre os privados, faz parte de mais uma rodada de corte de juros no crédito imobiliário em um cenário de queda da taxa básica da economia, a Selic. Na semana passada, o Itaú Unibanco também anunciou um movimento nessa direção ao cortar a taxa mínima do financiamento imobiliário de 8,1% ao ano mais TR para 7,45% ao ano mais TR.

Antes o Santander já havia anunciado que seu juro mínimo na modalidade seria de 7,99% ao ano mais TR. Até então, era o mais agressivo entre os bancos privados.

A nova rodada de cortes nas taxas do financiamento imobiliário deve elevar a concorrência no segmento e empurrar os juros para o menor piso histórico do setor. Ao fim de agosto, a taxa do segmento, considerando recursos direcionados, estava em 8,2% ao ano, acima de julho, com 7,7% ao ano, segundo dados divulgados na semana passada pelo Banco Central. O piso no segmento foi visto em fevereiro de 2013, quando o juro do crédito imobiliário estava em 7,69%.

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