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Dólar tem manhã de alta e Bolsa cai abaixo dos 104 mil pontos

Mercado financeiro está de olho nos próximos passos do governo para a liberação dos saques do FGTS e na perspectiva de corte na taxa de juros

O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 13h08

Nas primeiras horas do mercado desta terça-feira, 23, o dólar seguiu tendência de alta em relação ao fechamento de segunda-feira, 22. Às 13h05 desta terça, a moeda americana era cotada a R$ 3,7700, com aumento de 0,77% em relação aos R$ 3,7411 do dia anterior. O Ibovespa, principal índice da B3, a Bolsa de São Paulo, tem queda neste começo de tarde, ficando abaixo dos 104 mil pontos - 103.783,88, o que representa um recuo de 0,16% na comparação com o fechamento de segunda. 

Vaivém sobre FGTS afeta ações  

Ações das empresas do segmento de consumo tiveram queda nesta manhã com investidores avaliando a possibilidade de o governo limitar o valor da saque das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em R$ 500 este ano.

Ainda na Bolsa de São Paulo, as ações da Petrobrás tinham queda, influenciadas pela cotaçãdo do petróleo. Papeis de siderurgia e mineração eram afetadas pelo recuo de 0,43% do minério de ferro. No começo da tarde as ações da Vale ON caíam 0,76%.  

IPCA-15  e a Selic 

IPCA-15, uma prévia da inflação oficial, ficou em 0,09% em julho, reforçando o quadro confortável para a inflação e aumento a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central poderá cortar a Selic, a taxa básica de juros, na semana que vem para 6,00%.

FMI revê projeções de crescimento

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano de 2,1%, anunciada em abril, para 0,8%. Foi o maior corte na previsão entre todos os países analisados pelo fundo na atualização de julho do relatório Perspectiva Econômica Mundial, lançado nesta terça-feira, 23.

A estimava para o crescimento do PIB mundial também foi revista pelo fundo, passando de 3,3% para 3,2%, em decorrência da prolongada disputa comercial entre os Estados Unidos e a China/ Luciana Xavier; colaboraram Nicholas Shores e Niviane Magalhães 

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