Carlos Garcia Rawlins/Reuters
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Grupo Avianca pede liberação de financiamento de US$ 2 bilhões

Empréstimo precisa de aval da Justiça dos Estados Unidos, onde a companhia está em recuperação judicial; decisão deve sair até 5 de outubro

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2020 | 12h31

Em recuperação judicial (chapter 11) nos Estados Unidos, o grupo Avianca conseguiu um financiamento de cerca de US$ 2 bilhões para tentar atravessar a crise durante a pandemia da covid-19. A companhia apresentou o pedido de liberação do empréstimo à Justiça americana, que deve tomar uma decisão até 5 de outubro.

O financiamento será concedido no modelo DIP (debtor in possession), no qual aqueles que o concedem tem prioridade para receber perante outros credores. Do total, US$ 1,2 bilhão será em novos recursos e o restante, em refinanciamento de dívidas antigas. Cerca de US$ 240 milhões foram estruturados como um “empréstimo ponte”, o que permite, futuramente, a entrada de governos como novos credores.

“Estamos muito satisfeitos com o apoio recebido por parte de um grande número de novos investidores institucionais, assim como por nossos credores atuais. Acreditamos que isso demonstra a confiança que o mercado tem no futuro da Avianca”, afirmou em nota o presidente do grupo, Anko van der Werff.

Entre os investidores que estão oferecendo o financiamento estão a companhia aérea United Airlines e o grupo Kingsland, que vêm tentando salvar a companhia antes mesmo da pandemia. Apesar de a Avianca Holdings ter como principal sócio o empresário Germán Efromovich, ele havia sido afastado das decisões da empresa pela United e pelo Kingsland - credores de Efromovich -  em maio de 2019.

Efromovich foi preso em agosto deste ano em uma fase da Operação Lava Jato sob suspeita de ter pago R$ 40 milhões em propinas a Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, em troca de benefícios na venda de navios à subsidiária da Petrobrás.

O grupo Avianca não tem relação direta com a Avianca Brasil, cuja falência foi decretada em julho. Apesar de as duas empresas terem Efromovich em seu quadro societário, a Avianca Brasil pagava royalties ao grupo Avianca para usar a marca no País.

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